A má postura na infância pode desencadear em diversos problemas na vida adulta de milhares de pessoas. De acordo com a SBED (Sociedade Brasileira para Estudo da Dor), três em cada dez brasileiros se queixam de dor.

Dor na idade adulta pode ser consequência de má postura na infância

A má postura na infância pode desencadear em diversos problemas na vida adulta de milhares de pessoas. De acordo com a SBED (Sociedade Brasileira para Estudo da Dor), três em cada dez brasileiros se queixam de dor. Estudos sobre dor crônica no Brasil mostram que a prevalência varia de 30% a 50%.

Segundo o médico ortopedista, Lafayette Lage, as queixas mais comuns são dor nas costas e no pescoço. Mas há também um determinado tipo de dor de cabeça que está associado a problemas de má postura.

O médico alerta que muitas queixas de dor crônica na fase adulta estão diretamente ligadas a maus hábitos posturais na infância. “Os problemas de má postura em crianças começam cedo. Antes mesmo de ir para a escola, os adultos acham graça quando a criança se senta em forma de W, desconhecendo os riscos que a repetição desse hábito acarreta para a fase adulta. Ao sentar-se em forma de W ela busca maior equilíbrio do tronco e estabilização do quadril. Quando os pais não interferem nesse padrão, ela não desenvolve recursos de movimento mais maduros”, afirma Lage.

Desencadeamento de outras dores no corpo

Segundo o especialista, esse tipo de padrão pode causar um desvio rotacional do fêmur ou da tíbia, levando ao desalinhamento da articulação da patela do que, por consequência, leva à condropatia e provoca muita dor no joelho de jovens e adultos.

“Essa é, inclusive, uma das causas do amolecimento da cartilagem que envolve a patela (rótula). A melhor coisa a se fazer é desestimular a criança a sentar-se desse jeito logo de início. Pois a postura ideal é em ‘posição de índio’, com as pernas cruzadas à frente do corpo”.

No caso de crianças e adolescentes em fase escolar, Lage chama atenção para a quantidade de horas que os alunos passam sentados em sala de aula. “É grande o número de crianças que se queixam de dores no corpo durante as aulas. O problema é que os adultos não levam isso tão a sério quanto deveria”, avalia o médico.

Posição ideal para dormir

O médico faz outro alerta para a má postura na hora de dormir. “A pior posição para pegar no sono é a de bruços, com o pescoço voltado para um dos lados. Imagine passar horas durante a noite – principalmente quem pouco se mexe – com a espinha dorsal fazendo um S. Com o passar dos anos, é praticamente impossível que não haja queixas de problemas musculares, compressão nos nervos, e até mesmo de dor de cabeça.”

A posição mais comum, que é a fetal, pode ser boa para quem tem problemas de ronco, mas não deixa de forçar o pescoço no travesseiro.

Sendo assim, a pessoa deve pelo menos encontrar um travesseiro que tenha a altura exata da largura do seu ombro, onde a cabeça fique bem apoiada e o pescoço possa descansar enquanto dorme. Ainda de acordo com o especialista, a posição de barriga para cima é ideal para quem sofre de dores no pescoço e nas costas. Ou seja, vale acostumar a criança a dormir de barriga para cima desde cedo”, finaliza.

 

Mesmo em tempos de pandemia, é importante as pessoas não deixarem de lado o check-up regular para prevenir e tratar doenças oftalmológicas, como o glaucoma.

Estresse pode aumentar risco de glaucoma

Mesmo em tempos de pandemia, é importante as pessoas não deixarem de lado o check-up regular para prevenir e tratar doenças oftalmológicas, como o glaucoma. Segundo a Organização Mundial da Saúde, essa é a principal causa de cegueira irreversível no mundo. O oftalmologista especialista em glaucoma, Ricardo Yuji Abe, explica que “o diagnóstico precoce e o tratamento adequado do glaucoma são fundamentais”.

O oftalmologista ressalta também que uma proporção significativa dos pacientes com glaucoma pode apresentar transtornos de depressão e/ou ansiedade. Portanto é uma situação que merece mais atenção com a necessidade de distanciamento social imposta pelo combate à Covid-19.

Segundo ele, uma dúvida muito comum dos pacientes é se o estresse pode aumentar a pressão do olho. “Diversos estudos têm mostrado o aumento da prevalência de distúrbios de ansiedade e depressão, sendo o estresse um dos responsáveis por isso. Infelizmente, esses distúrbios parecem ser a doença do século. Dessa forma a investigação do efeito do estresse no aumento da pressão intraocular é fundamental”, explica Yuji Abe.

Aumento da pressão intraocular

Um estudo realizado no Hospital Oftalmológico de Brasília, conduzido pelo Dr. Yuji Abe em parceria com o Hospital das Clínicas da UNICAMP, conseguiu correlacionar o aumento do cortisol salivar e o aumento da pressão intraocular após um teste padronizado para induzir o estresse psicológico.

A conclusão do trabalho foi recentemente aceita para publicação no periódico internacional “Ophthalmology Glaucoma”. “Após induzirmos o estresse psicossocial nos voluntários, ocorreu um aumento do cortisol salivar e da frequência cardíaca. Isso causou também um aumento na pressão intraocular. Em 35% dos pacientes esse aumento chegou a mais de 2mmHg, que é um valor considerável. Ou seja, os achados deste estudo são importantes pois demonstram que o estresse psicossocial pode aumentar a pressão intraocular”.

A pressão intraocular elevada é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento da doença. Na maioria das vezes o paciente não sente nada e pode levar meses ou até anos para note alguma alteração no campo de visão. Por isso o cuidado constante com a saúde dos olhos é importante.

Após grande período de quarentena, as aulas das crianças retornam e com elas um velho desafio para os pais: como fazer uma lancheira escolar saudável.

O desafio da lancheira escolar saudável

Após grande período de quarentena, as aulas das crianças retornam e com elas um velho desafio para os pais: como fazer uma lancheira escolar saudável. As prateleiras dos supermercados estão repletas de opções práticas, porém com baixo ou nenhum valor nutricional.

A PHD em Pediatria pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), Denise Lellis, enfatiza que as opções de lancheira escolar saudável não precisam ser complicadas. Os lanches devem ser simples e as quantidades devem ser pequenas para evitar que a criança chegue sem fome à refeição principal.

“Os pais têm muito medo de que seus filhos passem fome, entretanto, não aceitar o lanche todo pode ser normal para a maioria das crianças. Quem come demais no lanche pode ter problemas de aceitação das grandes refeições ou até excesso de peso”, explica a pediatra.

A composição da lancheira deve ser equilibrada. No caso de líquido, opte sempre por água ou água de coco. “As bebidas açucaradas como sucos de caixinha e refrigerantes devem ser abolidas das lancheiras e das cantinas escolares”, alerta Lellis.

“As opções feitas em casa são sempre as melhores. Mas quando não for viável, prefira os alimentos processados com o menor número possível de ingredientes. Existem iogurtes com até cinco ingredientes e outros com apenas dois ingredientes (leite e fermento) e ambos conterão as palavras “Iogurte Natural” na embalagem. Isso serve para biscoitos, bolachas e qualquer outro alimento que não seja natural (in natura)”, orienta a pediatra.

Comportamento alimentar

Nem sempre a criança vai querer o lanche. Nessas situações não se deve forçar ou substituir. “Quando os pais percebem que a criança aceita mais um tipo de lanche e não aceita outros, eles tendem a repetir a lancheira, mas isso dificulta que a crianças se adaptem a novos alimentos.

Além disso, os alimentos mais aceitos, em geral, são os ricos em sal, açúcar e gordura e isso pode também estar associado à obesidade infantil no futuro. “Às vezes o lanche simplesmente não é necessário. Algumas crianças ficam muito bem comendo 3 vezes ao dia. Algumas escolas e famílias chegam a oferecer 6 até 7 refeições por dia, contanto com os lanches”, ressalta a especialista.

Lanches oferecidos pela escola

A escola tem a grande oportunidade de colocar em prática muitas recomendações que nem os pais conseguem cumprir no dia a dia. A parceria e o alinhamento entre a família e a escola podem ser o melhor caminho para que se construa uma geração bem nutrida e com uma boa relação com a comida.

A pediatra lista abaixo três exemplos para uma lancheira escolar saudável:

Lancheira 1

  • 1 fatia de mamão formosa picado
  • 1 pacote individual de palitos salgados integrais
  •  1 colher de sopa de requeijão caseiro

Lancheira 2

  • 1 laranja descascada
  • 3 pãezinhos caseiros integrais com geleia de frutas caseira
  • 2 nozinhos de Mozarela

Lancheira 3

  • 10 tomates cereja
  • 1 pacotinho individual de granola
  • 1 pote de iogurte caseiro (se necessário adoçar com uma colher de chá de mel)

 

A anemia é caracterizada pela deficiência na concentração de hemoglobina. É um elemento do sangue que tem a função de transportar oxigênio do pulmão para as células do organismo, na produção de hemácias ou de glóbulos vermelhos.

Conheça os principais alimentos que previnem a anemia

A anemia é caracterizada pela deficiência na concentração de hemoglobina. É um elemento do sangue que tem a função de transportar oxigênio do pulmão para as células do organismo. A queda na hemoglobina tem como consequência um enfraquecimento geral na performance do corpo. Além de gerar cansaço, fraqueza, raciocínio lento, tontura, falta de ar e indisposição. Este problema pode ser tratado com medicamentos, reposição de ferro e ajustes na alimentação.

A hematologista Indianara Brandão explica que a deficiência de ferro é uma das principais causas da anemia e é secundária à perda de sangue ou à sua má absorção. “Parasitoses intestinais, úlcera, câncer no trato gastrointestinal, gestação, cirurgia bariátrica, doença celíaca ou fluxo menstrual aumentado, são alguns fatores deste tipo de anemia. Investigar a causa é muito importante para determinar o tratamento mais adequado”.

Segundo a especialista, os alimentos mais indicados para combater a anemia são os ricos em ferro, como fígado, carne vermelha e feijão. Consumir alimentos ricos em vitamina C, como laranja, limão ou morango, também pode ajudar a amenizar o problema. Já que a vitamina melhora a absorção do ferro pelo organismo.

A médica explica que “incluir esses alimentos na dieta pode garantir a quantidade de ferro necessária no corpo, aumentando os níveis de hemoglobina no sangue. Entretanto, saber o tipo de anemia e sua causa é fundamental para o sucesso do tratamento. Ou seja, é preciso consultar um médico”, pondera.

Veja os 7 alimentos mais indicados para combater a anemia:

Carnes vermelhas

Contêm grande quantidade de ferro e vitamina B12 e, por isso, devem ser consumidas, de duas a três vezes na semana. É uma boa fonte de proteína animal.

Vegetais escuros

Salsa, espinafre ou rúcula, além de serem ricos em ferro, também são fontes de cálcio, vitaminas, betacaroteno e fibras, ótimos para manter o equilíbrio do organismo.

Beterraba

Devido ao alto teor de ferro, a beterraba é uma ótima opção para combater a anemia. Por isso, uma boa forma de utilizá-la é misturada em saladas ou em sucos, que devem ser ingeridos diariamente.

Feijão preto

O alimento é rico em ferro, mas, para melhorar sua absorção, é importante acompanhar a refeição com sucos de frutas cítricas. A vitamina C melhora a absorção do ferro.

Frutas ricas em vitamina C

Laranja, limão, tangerina, morango, abacaxi, acerola, caju, maracujá, romã ou mamão são ricas em vitamina C e potencializam a absorção do ferro.

Rins, fígado ou coração de galinha

Essas partes específicas das carnes também possuem grande concentração de ferro e vitamina B12. Grelhados ou cozidos podem ser incluídos na alimentação.

Pão de cevada e pão integral

Contém alto teor de ferro, por isso, pessoas que têm anemia devem substituir o pão branco por essas opções.

 

Estudos estimam que pessoas que sentem muita irritação e raiva têm quatro a cinco vezes mais chances de desenvolver doenças do coração que pessoas menos iradas.

Muita irritação e raiva podem provocar doenças no coração

Estudos estimam que pessoas que sentem muita irritação e raiva têm quatro a cinco vezes mais chances de desenvolver doenças do coração que pessoas menos iradas. Segundo o médico psiquiatra Cyro Masci, na década de 1950, médicos e advogados americanos foram analisados através de questionários específicos para raiva. Entre os que tinham pontuação baixa para agressividade, 2% dos médicos e 4% dos advogados haviam falecido antes dos 50 anos de idade. Já entre os de pontuação elevada, 14% dos médicos e 20% dos advogados estavam mortos antes de completar 50 anos.

Segundo o especialista, “outros estudos relacionaram maior mortalidade entre indivíduos que desconfiavam das pessoas em geral ou que sentiam e expressavam raiva de maneira frequente”. Determinadas características de personalidade, como tendência a evitar pessoas ou preocupação ansiosa, não ficaram relacionadas com morte precoce.

“No meio científico, portanto, é bastante aceito o princípio de que raiva mata. E a agressividade não é o único fator emocional que leva a doenças, mas ocupa lugar de destaque”, afirma Cyro Masci.

Contra o senso comum

Ainda segundo o psiquiatra, isso contraria o senso comum de que “guardar” a raiva é o que faz mal à saúde. “Durante episódios de manifestação de muita irritação e raiva explícita, a pressão arterial sobe, o pulso aumenta, o cortisol chega a ser secretado até 20 vezes mais que o normal e parece haver um aumento considerável na produção de radicais livres”, relata.

De acordo com o médico, pessoas que controlam a raiva podem sentir maior desconforto subjetivo do que os que a expressam. Durante muito tempo, discutiu-se nos meios médicos se o melhor seria expressar a raiva e sentir alívio ou arrumar um jeito de dar fim à ira, sem expressá-la.

Essa última alternativa tem se mostrado francamente superior. Em poucas palavras, se a pessoa deseja viver mais e melhor, convém aprender a modular a agressividade, a aprimorar a tolerância, a controlar o “pavio curto”, aconselha o psiquiatra. Segundo Cyro Masci, “existem formas de tratamentos médicos integrativos que facilitam o controle dos impulsos emocionais, como fitoterápicos, homeopáticos ou nutracêuticos”. Tais procedimentos “podem auxiliar a modular as áreas cerebrais que controlam as reações emocionais de irritação e raiva, ajudando a diminuir a agressividade desproporcional, e desse modo ajudar a prevenir as doenças relacionadas à hostilidade”, finaliza.

 

Problemas respiratórios, como a sinusite, se tornam mais comuns no outono e no inverno devido a chegada dos dias mais frios e secos.

Sinusite é mais recorrente no tempo frio e seco, segundo especialista

A sinusite se torna mais comum no outono e no inverno devido a chegada dos dias mais frios e secos. De acordo com a Academia Americana de Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço (AAO-HNSF), a doença afeta cerca de um a cada oito adultos nos Estados Unidos, sendo a causa da prescrição de antibióticos para adultos.

A sinusite é uma inflamação nas maçãs do rosto e na testa, além de atingir as vias respiratórias superiores. Segundo o otorrinolaringologista Flavio Henrique Barbosa, “em algumas regiões no mundo, até 40% dos adolescentes apresentam quadros da doença, sendo mais comuns em locais frios ou de grande variação climática”.

As mucosas existentes nas vias aéreas tendem a ressecar e ficarem irritadas com o tempo frio e seco, aliado a poluição. Dessa forma, elas se tornam um ponto propício para o aparecimento de bactérias e fungos, o que causa a infecção. A sinusite também pode decorrer de uma rinite, muito comum também e que pode ser alérgica ou viral.

Diagnóstico e tratamentos

“A doença pode ser aguda, quando os sintomas estão presentes por um período inferior a 12 semanas, ou crônica, quando o problema persiste por mais de três meses. Os casos mais graves são tratados com antibióticos”, explica o médico. Os principais sintomas da doença são cansaço, espirros, dor de cabeça na altura dos olhos, sensibilidade à luz, obstrução nasal, além de febre e tosse.

Para suavizar os incômodos, a orientação é que os pacientes façam lavagem nasal com soro fisiológico diariamente e mantenham uma boa hidratação tomando bastante água.

De acordo com o especialista, muitas pessoas que acreditam ter sinusite crônica, possuem na verdade um quadro recorrente de sinusite aguda. “O tratamento é diferente em cada caso, por isso é importante obter o diagnóstico correto. Nos casos da doença crônica, a cirurgia de sinusectomia pode ser uma opção para o tratamento e cura. Existem casos de sinusite fúngica, que não apresentam melhoras com antibióticos comuns. Além disso, existem exames específicos, como a nasofibroscopia, que ajudam no diagnóstico correto”, finalizou.

A infertilidade feminina é um problema que afeta muitas mulheres, principalmente após os 35 anos de idade. Conforme a idade avança, a taxa de ovulação começa a cair, bem como as chances de engravidar.

Entenda as principais causas da infertilidade feminina

A infertilidade feminina é um problema que afeta muitas mulheres, principalmente após os 35 anos de idade. Conforme a idade avança, a taxa de ovulação começa a cair, bem como as chances de engravidar.

Além do próprio processo de envelhecimento, existem outras causas que podem aumentar as possibilidades de infertilidade feminina. O especialista em Reprodução Humana, Alfonso Massaguer, lista abaixo os principais fatores que causam a infertilidade feminina, veja:

Endometriose

De acordo com o especialista, a endometriose é uma das principais causas de queda na taxa de fertilidade. Isso porque o endométrio acaba revestindo outros órgãos além do útero, e muitas vezes o diagnóstico da doença é tardio, comprometendo a produção de óvulos que é diretamente afetada.

Mioma

É um outro fator que pode ocasionar a infertilidade feminina. Apesar de ser um tumor benigno, o mesmo se desenvolve no útero. “O mioma surge nas camadas musculares e cresce tanto por dentro como por fora do útero, podendo acometer também a região do colo do útero”, explica Alfonso.

Alterações Tubárias

O surgimento de alterações tubárias que são encurtamentos, deformações e obstruções nas tubas que afetam diretamente a concepção, podem aumentar em até 35% a taxa de infertilidade feminina, segundo o médico.

Distúrbios hormonais

Os distúrbios hormonais também podem diminuir a fertilidade das mulheres. Isso porque a produção de hormônios está diretamente ligada a ovulação. Elas acabam dificultando não só o crescimento dos óvulos, como também, a liberação. Esses distúrbios hormonais podem ser desencadeados por uma série de fatores que vão desde o uso de determinados medicamentos, até doenças como o hipertireoidismo.

Síndrome dos Ovários Policísticos

A síndrome dos ovários policísticos, também conhecida como SOP é caracterizada pelo desenvolvimento de cistos que aumentam o tamanho dos ovários. Com isso, a fertilidade é diretamente afetada. O mal atinge pelo menos 7% das mulheres em idade reprodutiva.

Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST’s)

Várias doenças sexualmente transmissíveis também podem desencadear a infertilidade feminina, como a gonorreia e a clamídia, por exemplo. Isso porque, elas afetam não apenas o aparelho reprodutor da mulher, mas também na saúde como um todo.

Causas Genéticas

Um dos maiores fatores de infertilidade feminina são justamente causas genéticas. Muitas mulheres já têm uma pré-disposição em desenvolvê-la. Geralmente ela surge por conta de casos de doenças como endometriose na família.

Doenças Crônicas

Doenças crônicas como a diabetes também podem desencadear a infertilidade feminina, pelo fato de gerar uma série de alterações no corpo, inclusive hormonais.

Uso Prolongado de Anticoncepcionais

Muitas mulheres fazem uso prolongado de anticoncepcionais, e isso também pode ser um dos fatores de infertilidade. Muitas mulheres precisam ficar até um ano sem tomar qualquer tipo de medicamento do gênero para conseguirem engravidar. Já outras, precisam buscar alternativas, como a fertilização in vitro. Uma coisa importante para as mulheres que desejam engravidar é procurar um especialista. “Somente um médico especializado em fertilidade poderá verificar os níveis de fertilidade, indicando assim o tratamento adequado. Além disso, existem vários cuidados que evitam a infertilidade feminina. Desde manter uma boa alimentação até fazer consultas e exames periódicos”, aconselha o especialista.

Covid-19 e Gravidez

Grávidas foram incluídas recentemente no grupo de risco para a doença. Dessa forma, o momento não é o mais adequado para engravidar. Por outro lado, mulheres com mais de 35 anos ou aquelas com alguma doença que comprometa os ovários, devem pesar o risco em aguardar por um tratamento.

Segundo o médico, “o congelamento de óvulos e embriões é uma técnica rotineira e que ajuda muito as mulheres que podem esperar passar esse período de pandemia.” Até o momento não há indícios de que a covid-19 cause infertilidade, por isso sempre consulte o seu médico.

Por conta do isolamento social devido à pandemia da COVID-19, muitos brasileiros tem utilizado cada vez mais os aparelhos eletrônicos e isso tem causado danos à visão.

Excesso de uso de aparelhos eletrônicos pode acarretar danos à visão, segundo especialista

Por conta do isolamento social devido à pandemia da COVID-19, muitos brasileiros tem utilizado cada vez mais os aparelhos eletrônicos e isso tem causado danos à visão. Neste período de quarentena foi registrado um aumento médio de 30% no tráfego de internet no Brasil, segundo o Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil).

Além da possibilidade de agravar problemas oftalmológicos já existentes, este hábito tem favorecido o aumento de casos da Síndrome da Vista Cansada. Com a vista fixada nas telas, recebendo a luz emitida pelo aparelho, as piscadas de olho tendem a ser mais espaçadas, resultando em ressecamento e fadiga ocular. Visão turva, vermelhidão nos olhos e tensão ocular também são sintomas do problema.

A Síndrome da Visão por Computador (CVS) é causada pelo uso excessivo dos aparelhos digitais que emitem luz azul, prejudicial para a retina. A proximidade da luz aos olhos também causa danos à visão.

Dificuldades ao enxergar

O oftalmologista Hilton Medeiros, da Clínica de Olhos Dr. João Eugenio, explica que a sensação de miopia, que é a dificuldade de enxergar de longe, pode ser outra consequência do problema. “A “falsa” miopia ocorre porque um músculo dentro do olho, chamado ciliar, se contrai para focalizar imagens próximas, esforçando-se para encontrar o foco. Com o esforço constante, ele entra em fadiga e para conseguir focalizar as imagens de longe, este músculo precisa estar relaxado”, afirma.

Pessoas que têm hipermetropia são mais suscetíveis a ter a falsa miopia porque esta disfunção por si só já é um tipo de dificuldade de enxergar de perto, pois o olho é um pouco menor do que o normal, o que provoca uma focalização errada da imagem que se forma após a retina.

Dessa forma, para focar imagens de perto, o hipermétrope acaba fazendo um esforço exagerado e pode sofrer espasmos nessas musculaturas. “Os músculos se contraem e a visão permanece focada para perto, porém embaçada para longe, dando a falsa impressão de miopia”, comenta o oftalmologista.

Segundo o especialista, em adultos, esse esforço repetitivo não necessariamente levará o paciente a ser míope de fato ou ter danos à visão. No entanto, crianças com a visão em formação têm quase o dobro de chances de desenvolver miopia acomodativa e, a longo prazo, mais propensão a desenvolver miopia verdadeira.

Para saber se a miopia é “falsa” ou “verdadeira” o oftalmologista precisa fazer uma avaliação completa dos olhos. A miopia verdadeira ocorre quando o olho é mais longo do que o normal, o que faz com que os raios de luzes sejam focados muito antes na retina, prejudicando assim a visão de longe.

Sintomas

Embora os sintomas sejam os mesmos, os meios de correção são diferentes, segundo o médico. Na verdadeira miopia, podem ser utilizados óculos e lentes de contato ou cirurgias reparadoras à laser, pois se trata de um problema anatômico. Para a falsa, pode ser indicado o uso de colírios, exercícios visuais e até óculos para perto.

A melhor forma de se prevenir contra os danos à visão relacionados ao uso excessivo de aparelhos eletrônicos é dar pausas no computador a cada hora e olhar para o horizonte, manter a tela do computador na altura da linha dos olhos, dar preferência a monitores com alta resolução, piscar mais vezes e, principalmente, reduzir a utilização destas tecnologias.

No Brasil há cerca de 18,6 milhões de pessoas que convivem com o transtorno de ansiedade segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Como lidar com a ansiedade no atual cenário que vivemos

No Brasil há cerca de 18,6 milhões de pessoas que convivem com o transtorno de ansiedade segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Isso representa 9,3% da população e são dados anteriores à pandemia da COVID-19. Um cenário já preocupante, pois o país ocupava o segundo lugar no ranking mundial e, agora, esse número pode ter se agravado ainda mais.

A psicóloga Júlia Rabelo explica que a pandemia é um momento cheio de gatilhos para quem convive com a ansiedade. “Vivemos em um momento difícil de pandemia. As incertezas, o medo e a angústia nos despertam inúmeras alterações físicas e psicológicas, podendo gerar a ansiedade. Todas essas mudanças bruscas em nossa rotina podem despertar sentimento de impotência, de incerteza, de medo, de solidão, entre outros”.

Segundo a especialista, “neste período precisamos atentar ainda mais aos danos emocionais que possam vir a surgir provocados pela situação atual. Cuidar da saúde mental e do bem-estar psicológico e social é tão importante quanto preservar a saúde física”, explica.

Mudanças bruscas na rotina

A interrupção e as mudanças na rotina com restrição à liberdade possibilita uma reflexão pessoal e novas formas de lidar com os problemas.

De acordo com a psicóloga, nesse momento de maior distanciamento social, as pessoas se deparam com a desconstrução de um padrão de vida existente.

“É importante salientar que precisamos nos reorganizar em alguns aspectos da vida cotidiana. Por exemplo: na rotina doméstica, no trabalho em home office, na relação com as crianças e, principalmente, com os nossos próprios cuidados pessoais. Esta reorganização nos ajuda a reduzir os níveis de stress e ansiedade”, sugere a psicóloga. Ainda, a respeito da ansiedade, a profissional fornece algumas orientações:

  • No início do dia, é importante estabelecer rotinas e planejamento diário. Ou seja, estabelecer horário para acordar, alimentar-se etc. Isso favorecerá um maior equilíbrio emocional.
  • Procure dividir tarefas domésticas, realize atividades prazerosas em grupo e, importante ressaltar, a manutenção de uma rotina de atividades individuais.
  • A alimentação e os exercícios físicos têm um importante papel na redução da ansiedade. Procure ter bons hábitos alimentares.

Vale ressaltar outros sintomas intensificados pela ansiedade: insônia, falta ou excesso de apetite, tristeza, irritabilidade, morosidade no acesso à memória, entre outros.

Estes sintomas são externalizações de sofrimento psíquico e o indicativo para estes casos. Ou seja, procure um profissional da Psicologia e realize uma avaliação adequada de seu quadro emocional. Assim, haverá um encaminhamento para a forma de tratamento e que proporcione o cuidado necessário à saúde psíquica da pessoa.

As doenças no coração são mais comuns do que parecem. Mas com algumas atitudes simples podemos evitar uma gama extensa de problemas.

5 hábitos simples que reduzem as chances de doenças no coração

As doenças no coração são mais comuns do que parecem. Mas com algumas atitudes simples podemos evitar uma gama extensa de problemas. Cerca de 350 mil pessoas por ano morrem no Brasil vítimas de arritmias cardíacas, segundo pesquisa realizada em 2019 pelo Ministério da Saúde.

Além de arritmia, doenças no coração como angina instável e estável, infarto, hipertensão e sopro no coração estão cada vez mais comuns no dia a dia das pessoas. O coordenador de cardiologia do Hospital Santa Catarina, Diego Gaia, explica que “a prevenção é a melhor maneira para manter o coração fora de riscos e alguns hábitos simples inseridos no dia a dia podem evitar problemas futuros”.

O especialista elenca cinco dicas que podem reduzir consideravelmente as doenças no coração, veja:

Consumo de alimentos saudáveis

A alimentação saudável é um dos principais fatores para evitar doenças cardiovasculares. O cardiologista afirma que o ideal é investir em frutas e verduras e é primordial evitar o excesso de sal e açúcar. Frituras e alimentos processados devem ser consumidos com moderação. Esses alimentos são verdadeiros vilões, já que podem elevar o colesterol ruim (LDL), um dos responsáveis por depositar gordura na parede das artérias.

Exames preventivos

É importante sempre realizar exames de rotina para o coração, principalmente depois dos 40 anos. Geralmente, antes dessa idade, é indicado procurar um cardiologista caso perceba algum sinal atípico., pois um grande problema poderá ser evitado se agir com antecedência.

Prática de exercícios com regularidade e peso sob controle

De acordo com o especialista, fazer atividades físicas regularmente é benéfico para a saúde no geral. Mas, se tratando de doenças no coração, é ainda mais importante, pois os hormônios como a endorfina liberados pelo organismo após o exercício relaxam a parede das artérias. Com a queda da pressão arterial, a taxa de glicose diminui e o índice do colesterol bom aumenta. O médico recomenda praticar 30 minutos de qualquer atividade física seja uma corrida, musculação ou esportes com bola, no mínimo três vezes por semana.

Fatores de risco

A maioria das mortes por doenças cardíacas poderiam ser evitadas se a pessoa controlasse o colesterol ruim (LDL) do corpo. Portadores ou pessoas com histórico familiar de diabetes e hipertensão devem redobrar a atenção.

Consumo do cigarro

O tabagismo é um dos maiores potencializadores de doenças no coração. Entre as mais comuns causadas pelo fumo estão pressão alta, infarto e Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Seguindo essas dicas de hábitos simples no dia a dia, é possível evitar graves doenças no coração. Sempre que perceber algo estranho, procure um especialista e faça os exames preventivos.