Quando dores intensas ocorrem em apenas uma das pernas, vermelhidão, inchaço ou endurecimento da musculatura na região, podem ser sinais de trombose.

Veja os sinais que podem indicar trombose venosa profunda

Quando dores intensas ocorrem em apenas uma das pernas, vermelhidão, inchaço ou endurecimento da musculatura na região, podem ser sinais de trombose. Diante desses sintomas, a primeira coisa a se fazer é procurar um médico. Quanto mais rápida acontecer a visita a um consultório, menores as chances de consequências mais graves.

É importante ressaltar que existem dois tipos de trombose: a arterial, que acontece devido ao desenvolvimento de placas de gordura e formação de coágulos nas artérias, e a Trombose Venosa Profunda (TVP), resultado da formação de coágulos nas veias profundas da perna. Por impedir a passagem do sangue, dor e inchaço são causados no local afetado. No caso da TVP, o coágulo pode migrar para o pulmão e provocar embolia pulmonar.

Técnica minimamente invasiva não deixa sequelas

Atualmente, existem técnicas bastante precisas para o tratamento da trombose. Uma delas é a chamada de “aspiração do trombo”. O especialista em cirurgia vascular, Carlos Alberto Fernandes Costa, explica que “essa técnica permite a aspiração completa do trombo, de forma a liberar a passagem do sangue no vaso sanguíneo.”

Além da precisão, o médico também destaca que o método permite uma rápida recuperação. Evita-se uma internação prolongada e diminui muito as complicações deste tipo de doença. É um procedimento minimamente invasivo, realizado por punção, geralmente na virilha, com a introdução do cateter.

Prevenção é o melhor caminho

Como toda doença, a prevenção é o melhor caminho para evitar a trombose. Ter uma dieta equilibrada com frutas, legumes e verduras é fundamental, assim como a prática regular de exercícios. Ingerir bastante água no dia a dia e evitar o tabagismo, consumo de álcool em excesso e alimentos gordurosos são igualmente importantes. Meias de compressão também podem ajudar, para evitar a trombose profunda, principalmente nos casos que a pessoa ficará na mesma posição por um longo período (como acontece em viagens prolongadas). A atenção deve ser redobrada por quem possui histórico familiar com problemas vasculares.

A fibra alimentar é composta por carboidratos e lignina, que estão naturalmente presentes em alimentos vegetais e não são digeridos e absorvidos pelo sistema digestivo.

Entenda a importância da fibra alimentar na sua saúde

A fibra alimentar é composta por carboidratos e lignina. Estão naturalmente presentes em alimentos vegetais e não são digeridos e absorvidos pelo sistema digestivo. Existe também as fibras funcionais, carboidratos que foram isolados, extraídos e/ou purificados.

Elas têm papéis diferentes a desempenhar fisiologicamente, incluindo a regulação da função gastrointestinal, redução do colesterol e controle do nível de açúcar no sangue. A ingestão de alimentos com alto teor de fibra alimentar também contribui para a sensação de saciedade. Assim, é importante conhecer a diversidade de fibras alimentares.

Há dois tipos de fibra alimentar presente nos alimentos vegetais: a solúvel e a insolúvel. A primeira tem a propriedade de baixar os níveis de glicose e colesterol no sangue. Já a segunda, aumenta o volume fecal, a fim de regular a função intestinal. A maioria dos alimentos vegetais contém ambos os tipos de fibras. No entanto, a quantidade varia para cada tipo de alimento.

Enquanto algumas fibras podem ser fermentadas pelas bactérias intestinais da microbiota e gerar efeitos fisiológicos que afetarão todo o corpo, outras, como a celulose e a lignina, ajudam a regular o trânsito intestinal e aumentam o volume de fezes.

Absorção de nutrientes

A ingestão muito alta de fibra alimentar pode afetar a absorção de vários nutrientes, incluindo cálcio, magnésio, ferro e zinco. Por outro lado, quando não há deficiência desses nutrientes na dieta, a ingestão adequada de fibras parece não comprometer as reservas desses nutrientes.

Como a fibra alimentar não é essencial, a baixa ingestão não fornece sintomas de deficiência. Por outro lado, a ingestão insuficiente pode levar à constipação devido ao baixo volume fecal. O consumo excessivo, por sua vez, não tem nenhum efeito ruim além dos sintomas gastrointestinais, como inchaço ou gases. Entretanto, o consumo excessivo é muito improvável.

Para se beneficiar de todos os seus efeitos, é crucial ingerir uma quantidade suficiente de fibra alimentar, mas também variar as fontes no dia a dia. As fibras são encontradas essencialmente no reino vegetal. Os melhores fornecedores são frutas secas e legumes (soja em grão, lentilha, grão de bico, feijão etc.) bem como produtos de cereais integrais (arroz, pão, macarrão, farinha, aveia).

Os cuidados com a saúde também envolvem o processo de higienização das verduras, frutas e legumes é uma etapa muito importante para isso.

Saiba a importância da correta higienização dos alimentos

Os cuidados com a saúde vão muito além das escolhas de um cardápio saudável. O processo de higienização das verduras, frutas e legumes é uma etapa muito importante para isso.

Fazer a correta higienização dos alimentos antes do preparo é essencial, isso porque as hortaliças, frutas e vegetais são produzidos no meio ambiente e carregam bactérias, vírus e parasitas. Por isso, é fundamental checar o estado dos alimentos no momento da compra. Esses cuidados devem ser ainda mais severos com relação à carne bovina, frango e peixes. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a intoxicação alimentar é um problema mundial e crescente. São 582 milhões de pessoas que adoecem, e destas, 351 mil morrem por ingestão de alimentos contaminados.

O infectologista Artur Timerman alerta que “a contaminação por alimentos pode causar mais de 200 tipos de doenças, desde diarreia até câncer. Os principais agentes de transmissão são a salmonella typhi, e.coli e o novovírus. Há ainda riscos em alimentos de origem animal crus, em frutas e vegetais contaminados com fezes e em mariscos com biotoxinas marinhas”.

Como fazer a higienização correta

Segundo a nutricionista Daniela Lasman, para fazer a higienização dos alimentos “não basta utilizar somente água corrente. A água apenas retira a sujeira superficial. A primeira dica: se o preparo do alimento for realizado antes do consumo, o ideal é colocar o item escolhido em um saquinho plástico aberto dentro da geladeira por uma hora. Desta maneira, a temperatura do alimento diminui e não há a absorção de micro-organismos no momento da higienização. Se a compra for feita no dia anterior, a sugestão é guardar o alimento na geladeira e só higienizar na hora do preparo”.

Segundo os especialistas, a higienização dos alimentos deve ser realizada da seguinte maneira: retire todas as partes estragadas, passe todos os alimentos em água corrente e faça uma mistura com uma colher de bicarbonato de sódio ou com duas colheres de vinagre. Deixe todos os alimentos mergulhados nessa solução e em um recipiente com 1 litro de água por 15 minutos. Retire todas as impurezas que ainda estão nos alimentos e, para finalizar, passe todos os itens na água corrente novamente.

Segundo a Anvisa, o Brasil é o país que mais consome agrotóxicos no mundo. Muitas frutas, verduras e legumes têm concentração de produtos químicos acima do permitido. Se a opção for consumir alimentos orgânicos, é importante exigir o selo de certificação do produto. Há diversas feiras de produtos orgânicos espalhadas pelo Brasil.

Outra dica é fazer a própria horta. É possível plantar os alimentos preferidos em qualquer lugar e tamanho de espaço, até mesmo em pequenos vasos de plantas. É uma maneira eficaz de garantir a origem dos produtos e também, um momento de terapia.

Dores nas costas e problemas de postura são bastante comuns durante a gravidez e podem indicar o início de uma lombalgia.

Entenda o que é a lombalgia que atinge muitas gestantes

Dores nas costas e problemas de postura são bastante comuns durante a gravidez e podem indicar o início de uma lombalgia. O corpo da mulher muda drástica e rapidamente ao longo da gestação. E essas mudanças vão muito além do ganho de peso. Estima-se que metade das gestantes terá pelo menos um episódio de lombalgia durante a gravidez ou na fase pós-parto.

Segundo a fisioterapeuta Walkiria Brunetti, com o aumento das mamas e do abdômen, há um deslocamento do centro de gravidade para frente. “Isso leva a mudanças na postura, redução do arco plantar, hiperextensão dos joelhos e um desvio postural. Essas alterações acentuam a lordose lombar, causando tensão na musculatura ao redor da coluna, podendo levar às dores”.

A fisioterapeuta comenta que a compressão dos grandes vasos causada pelo útero leva à redução do fluxo de sangue na medula. “A má circulação nas estruturas da coluna é a causa de dor, e isso costuma ser mais comum no último trimestre da gestação. Observa-se também que a retenção hídrica (inchaço) e a frouxidão dos ligamentos, provocada pela relaxina, hormônio secretado na gravidez, tornam a mulher mais suscetível a dor”.

Peso também é responsável pela lombalgia

Segundo um estudo publicado pelo Jornal de Ciência em Fisioterapia em 2016, durante a gravidez o peso da mulher tem um aumento de 15 a 25%, o que causa um impacto maior em tendões, ligamentos e articulações. “Quanto maior o ganho de peso na gestação, maior a chance de ocorrer instabilidade na coluna e aumento da lordose lombar, o que resulta em lombalgia. Por isso, controlar o ganho de peso é fundamental”, comenta Walkiria.

“O corpo feminino está preparado para todas essas alterações da gestação, mas isso não significa que elas virão sem dores ou problemas de postura. Além de controlar o peso, é importante procurar alguma atividade física que ajude a trabalhar a postura, assim como a fortalecer os músculos responsáveis pela estabilidade da coluna. Um bom exemplo é o Pilates”, diz a especialista.

Benefícios do Pilates para evitar lombalgia em gestantes

O Pilates ajuda no fortalecimento da musculatura do core, que dá estabilidade para a área pélvica e para a coluna. Além disso, melhora a respiração. Todos esses aspectos são importantes para a gestante, tanto para enfrentar a gravidez com mais conforto, como também para o momento do parto.

Veja abaixo algumas dicas de postura para evitar a lombalgia:

Quando estiver de pé

  • Mantenha a cabeça ereta, como se estivesse olhando para o horizonte
  • Mantenha os ombros para trás e alinhados para baixo
  • Tente manter seus joelhos retos, mas não travados para trás. Isso fará com que seus pés recebam o peso do seu corpo de forma mais distribuída, sem forçar a coluna
  • Sapatos com salto pequeno ajudam no apoio correto dos pés, sem forçar a coluna
  • Evite ficar parada muito tempo na mesma posição

Quando estiver sentada

  • Sente-se com as costas retas e os ombros para trás. As nádegas devem estar alinhadas com o encosto da cadeira
  • Sempre que possível, use um apoio para as costas, como uma toalha enrolada ou um travesseiro
  • Mantenha os joelhos abaixo do quadril. Seus pés devem tocar o chão
  • Os ombros e cotovelos devem ficar relaxados, por isso prefira cadeiras com apoio de braço
  • Não fique muito tempo sentada e tente não cruzar as pernas, pois isso pode prejudicar a circulação
  • Quando for se levantar, mova o corpo para frente da cadeira, evitando dobrar a coluna. Levante-se apenas usando o movimento das pernas

Quando estiver deitada

  • Evite deitar de costas, especialmente no final da gravidez
  • Se você se deitar de lado, tente manter o corpo alinhado, com os joelhos levemente dobrados
  • Use travesseiros para apoiar as suas costas, suas pernas e sua barriga

Para evitar a lombalgia, o cuidado com a postura é fundamental durante a gravidez. No entanto a preocupação deve continuar também após o nascimento do bebê. Isso porque o ato de amamentar, dar banho e trocar as fraldas, por exemplo, pode exigir mais esforço postural e aumentar as dores.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), metade da população mundial – 3,6 bilhões – tem quantidades insuficientes de vitamina D.

7 doenças que você pode evitar quando está com a vitamina D em dia

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), metade da população mundial – 3,6 bilhões – tem quantidades insuficientes de vitamina D. Só na América Latina, cerca de 67% das pessoas têm níveis inadequados no organismo. A situação é ainda mais alarmante quando indicações apontam que a falta da vitamina causa tantos problemas à saúde. O especialista Roberto Dischinger Miranda selecionou 7 doenças que podem surgir ou se intensificar com a insuficiência de vitamina D no organismo. Veja abaixo:

Fragilidades ósseas 

A enfermidade óssea e o raquitismo são somente a ponta do iceberg chamado vitamina D. Segundo Miranda, um número cada vez maior de adultos desenvolve uma condição óssea relacionada à deficiência de vitamina D chamada osteomalácia, que também é conhecida como raquitismo adulto. Diferentemente da osteoporose, que é a doença dos ossos frágeis, indolor, e que acomete os adultos com idade mais avançada. A característica da osteomalácia é a dor vaga, mas frequentemente intensa, nos ossos e músculos. Por vezes, a doença é diagnosticada, equivocadamente, como fibromialgia, síndrome da fadiga crônica ou artrite.

Câncer

“O aumento dos níveis de vitamina D na corrente sanguínea ajuda a diminuir a probabilidade de ocorrência de diversas doenças. Especialmente aquelas causadas pelo crescimento celular anormal, tal como câncer”, explica o especialista.

Asma, gripes e resfriados

Uma pesquisa sobre os indivíduos com vitamina D circulante, observou que, nas crianças com diagnóstico prévio de asma, a suplementação com vitamina D levou a 74% de redução no risco de exacerbação da doença.

 Artrite reumatoide 

O médico diz que “em adultos, a deficiência de vitamina D está associada ao aumento do risco de esclerose múltipla, artrite reumatoide, diabetes tipo 2, doenças cardíacas, demência, cânceres e doenças infecciosas. As mulheres podem reduzir a ocorrência de artrite reumatoide em até 42% suplementando a vitamina D”.

Problemas cardiovasculares 

A ação da vitamina D na saúde óssea já é extremamente conhecida. No entanto, nos últimos anos, suas ações têm sido amplamente estudadas além do esqueleto ósseo. De acordo com Miranda, “em inúmeros estudos epidemiológicos, a deficiência de vitamina D tem sido consistentemente associada com aumento do risco cardiovascular e hipertensão. Pode-se reduzir em até 50% a probabilidade de hipertensão, acidente vascular cerebral e infartos mantendo o nível de vitamina D adequado”, ressalta.

Obesidade

De modo geral, as pessoas pensam que as células que armazenam gordura no corpo, chamadas adipócitos, não têm um papel ativo no organismo. Mas, na verdade, elas são participantes no processo que sinaliza ao cérebro que estamos satisfeitos e que não precisamos de mais comida. “Quando estamos saciados, os adipócitos secretam um hormônio chamado leptina, que permite que nos afastemos da comida. A falta de vitamina D interfere na ação desse hormônio supressor do apetite, que trabalha regulando o peso do corpo”, explica Miranda.

Previne a depressão

 O cérebro possui receptores de vitamina D e a forma ativa da vitamina estimula a produção de serotonina. Isso explica como ela pode ajudar a reduzir a depressão.

“A vitamina D é um hormônio multifuncional, já que diversas células e tecidos possuem receptores para síntese da vitamina. Seus benefícios atuam de forma similar, influenciando o bom funcionamento das vias metabólicas e funções celulares”, explica o médico.

É importante sempre manter uma alimentação balanceada, assim como um acompanhamento médico e nutricional para garantir a reposição de todos os nutrientes necessários para ter uma vida saudável.

Doença considerada muito comum no Brasil e que acomete mais a população idosa, o Mal de Alzheimer afeta 1,2 milhões de brasileiros, segundo a Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz).

7 sinais que podem indicar o Mal de Alzheimer

Doença considerada muito comum no Brasil e que acomete mais a população idosa, o Mal de Alzheimer afeta 1,2 milhões de brasileiros, segundo a Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz). O problema é neurodegenerativo, o que significa uma diminuição gradativa de células e conexões nervosas. O principal sintoma do paciente é a perda de memória.

Portanto, o quanto antes a doença for percebida, menos danos serão causados. É com o intuito de reforçar a importância da prevenção que foi estabelecido o Dia Mundial do Alzheimer em 21 de setembro.

Alguns sinais de que a pessoa está com a doença são mais precoces e valem uma avaliação médica especializada. O neurologista do Hospital Santa Catarina, Maurício Hoshino, reuniu sete sinais típicos que podem indicar que a pessoa pode ser um portador de Alzheimer. Veja abaixo:

Repetições de falas e ações

Devido aos problemas de memória, pessoas com Alzheimer tendem a repetir as mesmas frases e ações, já que a doença costuma afetar principalmente a memória recente.

Problemas para realizar tarefas simples

Uma simples tarefa como fazer café pode se tornar um problema para o portador de Alzheimer. Até mesmo a utilização dos utensílios corretos na cozinha começa a ser um obstáculo. O indivíduo apresenta dificuldade na manipulação de dinheiro, senhas e para elaborar as compras do supermercado ou padaria.

Esquecimento frequente de palavras

Em um estágio um pouco mais avançado, o portador de Alzheimer passa a esquecer palavras básicas. A degeneração constante das células no cérebro leva a essa condição.

Mudança repentina de humor

É comum uma pessoa que tenha o Mal de Alzheimer ficar facilmente irritada e chateada, com falta de confiança e sentindo-se frustrada.

Não saber onde está ou o que está fazendo em determinada situação

É recorrente que o portador da doença neurodegenerativa perca a noção de onde está, esquecendo-se totalmente de seu propósito na situação e no local presente. É costume encontrar uma explicação para suas falhas, embora não justifique a frequência com que ocorrem.

Falta de higiene pessoal

Algumas mudanças no comportamento são típicas do portador de Alzheimer. Por exemplo, esquecer-se de tomar banho ou de fazer seus procedimentos básicos de higiene (e frequentemente argumenta que já o fez). Colocar as mesmas roupas também é habitual, assim como a falta de preocupação com a própria imagem.

Mudança de linguagem e dificuldade na fala

A pessoa com Alzheimer tende a usar uma linguagem menos complexa, utilizando cada vez menos palavras e apresenta dificuldade de construir frases coesas. O vocabulário fica mais simplificado.

O diagnóstico precoce é fundamental para garantir uma melhor qualidade de vida ao paciente. Por isso, é preciso que todas as pessoas com histórico da doença na família ou que já estejam na faixa etária mais avançada, mantenham os exames de rotina e as visitas ao médico sempre em dia.

A enxaqueca é conhecida por provocar uma dor de cabeça que dura algumas horas e muitas vezes vem acompanhada de náuseas, sensibilidade à luz, ao som, tontura, fadiga e falta de apetite.

Saiba quais tratamentos diminuem as crises de enxaqueca

A enxaqueca é conhecida por provocar uma dor de cabeça que dura algumas horas e muitas vezes vem acompanhada de náuseas, sensibilidade à luz, ao som, tontura, fadiga e falta de apetite. A doença é a sexta mais incapacitante do mundo, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), e atinge 15% da população mundial.

No Brasil, cerca de 31 milhões de brasileiros sofrem com enxaqueca, a maioria com idade entre 25 e 45 anos. No entanto, as mulheres representam o dobro da prevalência entre os homens. Em relação às crianças, a ocorrência é de 3% a 10%. Ela afeta ambos os sexos antes da puberdade, porém atinge mais as mulheres na idade adulta.

Uma pesquisa feita pela Novartis e a EMHA (European Migraine and Headache Alliance) mostra que as pessoas com enxaqueca chegam a perder cerca de uma semana de trabalho por mês em decorrência do problema. Esse foi o maior estudo global já realizado com pacientes que enfrentam a doença e envolveu mais de 11.266 pessoas de 31 países, incluindo o Brasil.

Diagnóstico simples e rápido

A patologia, na maioria das vezes, é diagnosticada de forma rápida e simples, a partir de informações reunidas no consultório. A neurologista Fernanda Ferraz explica que “a enxaqueca é um tipo de dor de cabeça que ocorre em pessoas geneticamente predispostas. Por causa de alterações neuroquímicas em diversos componentes do Sistema Nervoso Central. O diagnóstico é clínico, ou seja, os sintomas e o exame neurológico no consultório são suficientes”.

Entre os tabus relacionados à enxaqueca está o medo de uma doença grave cerebral. A especialista afirma que a patologia não costuma ter relação com algo mais sério. “Ela não é causada por tumores, aneurismas ou trombose cerebral. Exames de imagem do cérebro ou dos vasos sanguíneos cerebrais são solicitados pelo médico apenas quando há dúvida de que a dor de cabeça não seja enxaqueca. Por isso, é importante procurar um profissional, porque sabemos, por meio de estudos, que alguns pacientes podem ter risco aumentado de AVC. Mas isso em casos específicos.”, afirma a especialista.

Quando o paciente apresenta sinais de alerta, normalmente são solicitados exames de imagem pra melhor avaliação do quadro. “Existem inúmeras causas de dor de cabeça na população em geral, que vão desde privação do sono, estresse, cansaço e desidratação, até causas mais graves e complexas. O neurologista pode solicitar tomografia computadorizada e/ou ressonância magnética se suspeitar de alguma possível patologia. Esses exames são capazes de confirmar ou afastar uma causa de maior gravidade”, explica Fernanda.

Mais de uma forma de enxaqueca

A enxaqueca é classificada em relação à frequência, sintomas associados e subtipos genéticos específicos. “Quando a dor ocorre até 14 vezes por mês, é chamada de episódica. Acima de 15 vezes, com até oito episódios e características típicas por no mínimo 3 meses seguidos, é considerada crônica”, explica a neurologista.

Ainda de acordo com Fernanda, “alguns pacientes têm a aura (manchas, raios, luzes, formigamento ou dormência, vertigem ou fraqueza em um dos lados do corpo), um sintoma neurológico que acontece antes ou durante a dor. É bom ter atenção à aura, mas isso não quer dizer que a pessoa terá um AVC, por exemplo. Basta fazer acompanhamento correto, preventivo”, afirma.

Entre as possíveis alavancas de uma crise está a alimentação, frequentemente citada pelos pacientes. “A exposição a alguns embutidos, defumados, adoçantes, álcool e derivados de leite pode desencadear uma crise em algumas pessoas. O que se deve fazer é evitar os gatilhos específicos que são identificados como causadores da dor”, acrescenta.

A medicação correta, prescrita por um especialista, pode diminuir as crises. E há variedade e possibilidades de tratamentos. “Existem diversos medicamentos para tratamento em longo prazo, como antiepilépticos, antidepressivos, ansiolíticos, antivertiginosos, antiarrítmicos, anti-hipertensivos e toxina botulínica. Eles foram desenvolvidos para outras doenças, mas estudos demonstraram efeito e segurança também para a enxaqueca”, acrescenta Fernanda Ferraz.

Conviver com a doença é possível, seja com medicamentos, atenção aos possíveis fatores que desencadeiam as dores ou terapias alternativas. “A atividade física é uma aliada no tratamento e prevenção. Para efeito significativo, são necessários pelo menos 150 minutos de exercícios aeróbicos por semana. Além de seguir o protocolo recomendado para garantir qualidade de vida”, conclui a neurologista.

Todo mundo sabe o quanto os hormônios podem interferir na vida das mulheres. Eles são capazes de influenciar o comportamento e causar distúrbios do sono, ansiedade e em muitos casos, depressão.

Entenda como hormônios podem interferir na vida das mulheres

Todo mundo sabe o quanto os hormônios podem interferir na vida das mulheres. Eles são capazes de influenciar o comportamento e causar distúrbios do sono, ansiedade e em muitos casos, depressão.

A mulher, que vive sob o “comando” dos hormônios durante toda sua vida, passa por fases distintas orgânicas e emocionais durante o mês. Por causa da mudança de hábitos e rotinas, a mulher tende a “sofrer” mais por questões de constantes adaptações.

A médica endocrinologista, Juliana Garcia Dias, explica por que acontecem essas principais questões de forma recorrente. Confira!

TPM

“Poucas mulheres não se queixam da tensão pré-menstrual. Isso acontece por mudanças nos hormônios do ciclo ovulatório. Pois eles mexem com o corpo, causando mais retenção de líquido, mudança de temperatura corporal. Além da variação da serotonina, que pode causar irritabilidade, tristeza, nervosismo e até enxaqueca. É possível diminuir os sintomas com exercício físico, meditação e em alguns casos o uso de anticoncepcional”, explica Juliana.

Baixa Libido

Libido é o desejo sexual. As mudanças na libido têm diversas causas. “O estresse, excesso de trabalho, depressão, uso de antidepressivos, uso de alguns anti-hipertensivos e diuréticos. Além dos distúrbios hormonais relacionados à testosterona, prolactina, tireoide e cortisol. Não é indicado o uso de hormônios sem orientação do endocrinologista, principalmente dos derivados de testosterona, pois podem causar consequências graves”, alerta a médica.

Gordura localizada e celulite

Esse problema pode ocorrer tanto em homens quanto em mulheres, mas as mulheres sofrem mais pelos hormônios femininos, que levam o depósito de gordura subcutânea abdominal, flancos e bumbum. Além da genética de cada mulher, que tem grande influência nas taxas de hormônios. “Uma forma de driblar seria perder peso, praticar exercícios aeróbicos e de resistência muscular para tonificar os músculos e aumentar o metabolismo. Tratamentos estéticos com radiofrequência, ultrassom, congelamento de célula de gordura e até lipoaspiração podem ajudar em alguns casos”, afirma Juliana.

Ganho de massa muscular

Aumentar a massa muscular para as mulheres é bem mais difícil do que para os homens. Mas é importantíssimo ganho de massa magra para favorecer a manutenção de peso. De acordo com a especialista, “quanto mais massa magra temos, mais mantemos nosso metabolismo alto, além de prevenir problemas de osteoporose na menopausa.”

O ganho de massa muscular reduz a chance de flacidez e até de diabetes. “Não é recomendado o uso de hormônios para esse fim. Mas uma dieta com cota proteica individualizada, com exercício físico de resistência muscular (musculação ou pilates) e, em alguns casos, suplementos que ajudam na formação muscular, pode aumentar a massa muscular”, explica a médica.

Por natureza, as mulheres devem driblar toda a variação hormonal diária a cada mês para dar conta da vida profissional, pessoal e manter da melhor forma uma qualidade de vida mesmo com a influência dos hormônios.

No entanto, alteração de humor, libido, peso, menstruação, cabelo, unhas e acne podem ter algum fator hormonal e é importante procurar um endocrinologista para avaliar caso a caso.

O desejo de toda mulher é ter cabelos sedosos e brilhantes. Para entender o processo da origem dos fios fortes e saudáveis é fundamental saber como funciona o couro cabeludo.

Veja dicas para ter cabelos fortes e saudáveis

O desejo de toda mulher é ter cabelos sedosos e brilhantes. Acima de tudo, para entender o processo da origem dos fios saudáveis é fundamental saber como funciona o couro cabeludo. A dermatologista e consultora de beleza Luciana Maluf explica como conquistar esse objetivo no momento do cuidado com as madeixas.

“O couro cabeludo desempenha funções importantes para o organismo. Entre elas, proteção imunológica (defesa orgânica), isolamento térmico, secreção de oleosidade e transpiração. O couro cabeludo é ainda uma região altamente vascularizada com pouca concentração de melanina e grande densidade de glândulas sudoríparas e sebáceas”, explica.

Ainda segundo Luciana, as glândulas sebáceas têm a missão de produzir oleosidade. Além de serem responsáveis por impermeabilizar o couro cabeludo e deixar os cabelos macios, flexíveis e brilhantes. Entretanto, a função das glândulas sudoríparas é dar origem ao suor que assegura o equilíbrio térmico e elimina as toxinas do metabolismo celular.

Fatores que influenciam os cabelos

Certos fatores climáticos como a poluição, a radiação solar e o vento, aliados a procedimentos químicos e térmicos e às alterações emocionais, hormonais e nutricionais influenciam diretamente no funcionamento correto das glândulas do couro cabeludo.

“Outro fator prejudicial é o excesso de procedimentos e produtos que, por sua vez, causam suor e oleosidade em demasia, aumentam a irritabilidade e estimulam o surgimento da caspa”, alerta a dermatologista.

Com o passar do tempo, o corpo sofre com as alterações causadas pelo envelhecimento e os cabelos também são afetados. As ocorrências mais comuns, por exemplo, são o afinamento do fio e a queda.

“Aproximadamente 30 milhões de mulheres vão passar por essa situação em algum momento da vida. Em alguns casos, a perda está ligada diretamente à genética, mas também pode ser ocasionada por estresse emocional ou orgânico, dieta, por algumas doenças, por uso de medicamentos, pelo tabagismo, por sono crônico de baixa qualidade, por excesso de procedimentos químicos e até por conta do exagero na manipulação do cabelo em penteados que causam tração e podem levar ao enfraquecimento ou queda dos cabelos. Felizmente, existem diversas opções disponíveis para obter novamente um fio saudável a partir do ciclo natural de crescimento”, enfatiza Luciana.

Ciclo de crescimento

Cada folículo do couro cabeludo passa por três ciclos regulares de crescimento e queda, que se repetem continuamente. Durante a fase de crescimento os cabelos crescem incessantemente. Com isso, o ciclo dura em média de três a sete anos e representa 90% dos fios capilares.

A fase de transição é curta e dura de duas a quatro semanas. Neste período, o folículo se torna inativo, regride e se prepara para um novo crescimento. Além disso, produz células germinativas, produtoras de novos cabelos e representa 1% das madeixas.

A última etapa é a fase de descanso, que dura de quatro a seis meses. O fio se solta da raiz do folículo e cai do couro cabeludo, dando início ao ciclo novamente. 9% dos fios estão nessa fase.

 Qualidade dos cabelos

Os cabelos são extremamente importantes na vida das mulheres e têm o poder de mudar a aparência física e a autoconfiança. O cabelo humano é facilmente danificado por agentes externos e tratamentos térmicos, físicos e químicos, como o sol, o aquecimento, a escovação, a descoloração e a coloração.

“Esses processos levam a um envelhecimento precoce dos cabelos. E não podemos esquecer ainda que temos o envelhecimento cronológico que ocorre com o passar dos anos, gerando mudanças que todas as mulheres detestam: pontas duplas, textura frágil, aparência opaca e áspera, branqueamento, diminuição da espessura, secura e fragilidade. Portanto, antes de realizar procedimentos químicos é importante lembrar que para manter a saúde dos fios é preciso consultar um especialista de confiança e avaliar quais serão as consequências”, ressalta Luciana.

As crianças adoram doces, porém, a quantidade de açúcar presente neles, se ingeridas em grandes quantidades, podem gerar problemas sérios para a saúde.

5 motivos para deixar o açúcar fora do cardápio do seu filho

As crianças adoram doces, porém, a quantidade de açúcar presente em chocolates, balas, pirulitos e outras guloseimas, principalmente se ingeridas em grandes quantidades, podem gerar problemas sérios para a saúde.

A especialista em obesidade Gladia Bernardi explica que hoje está cada vez mais desafiador educar os filhos a terem uma boa alimentação por conta do marketing feito pela indústria alimentícia. “O esforço dos pais deve ser constante e diário. Inúmeras pesquisas apontam que o açúcar em excesso não faz bem ao organismo. No caso das crianças, o consumo exagerado do açúcar na infância causa o vício nos alimentos doces. E esse vício alimentar é levado para a vida toda”, alerta.

Gladia lista 5 motivos para deixar o açúcar fora do cardápio do seu filho:

Crianças são atraídas pelo emocional, e não pela fome

Na maioria das vezes, as crianças sempre escolherão seus alimentos considerando aquilo que seus olhos veem, ou seja, vão optar pelas comidas mais atrativas visualmente, agindo emocionalmente na escolha dos alimentos.

“Muitos produtos destinados ao público infantil trazem na embalagem figuras de personagens, super-heróis e princesas. Esse fato pode seduzir a criança, que acaba preferindo esse alimento por achar bonito. Afinal, qualquer personagem de desenho animado ou de filmes é mais interessante do que a cor de uma maçã, por exemplo. O nosso cérebro é movido por coisas que nos chamam a atenção, ainda mais quando somos crianças”, comenta a especialista.

Doenças

Os saborosos alimentos com açúcar, principalmente em grande quantidade, geram graves problemas de saúde. Pode afetar nosso sistema imunológico, físico e psicológico.

“A má alimentação é um dos fatores externos responsáveis pelo aparecimento do câncer. Ou seja, a doença se desenvolve não por ser genética e sim por maus hábitos da pessoa, entre eles a má alimentação. Além disso, problemas cardíacos também podem estar relacionados com o excesso de peso. Por isso, sempre digo que o ideal seria cortar o açúcar da nossa rotina. Porém, como isso é uma medida muito drástica, diminuir é o melhor caminho, sempre buscando o equilíbrio”, comenta.

Problemas psicológicos

Tudo que é consumido em excesso acaba se tornando um vício, utilizado normalmente para preencher algum vazio na vida do indivíduo. O açúcar estimula a produção de um hormônio chamado dopamina, que é responsável pela sensação de bem-estar. A ansiedade e o nervosismo também são gatilhos para a compulsão alimentar, pois o açúcar proporciona satisfação e prazer momentâneo.

“Muitas pessoas comem para se sentir melhor. E esse remédio tem um efeito colateral danoso, pois o alimento se torna ‘comida’ para a alma e para o corpo e resulta em excesso. Nesse cenário, você come para não ter sentimentos desagradáveis e se sentir melhor diante de situações como tristeza. O fato é que, muitas vezes, não encaramos a obesidade como um vício, quando na verdade é”, enfatiza Gladia Bernardi.

A especialista ainda explica que depois dos sucos de frutas com açúcar, a mãe costuma oferecer outras coisas pouco saudáveis, como sorvete e doces industrializados. Nesse momento, o cérebro da criança começa a ter acesso a guloseimas saborosas, como brigadeiro, refrigerante, cachorro-quente e hambúrguer. “Esses doces liberam serotonina no corpo humano, fazendo com que a criança seja dependente do açúcar”, completa.

Industrialização

A maioria dos alimentos que contém açúcar é feito industrialmente, ou seja, passa por diversos processos químicos, com presença de elementos tóxicos e prejudiciais à saúde.

“Mesmo vivendo em um mundo industrializado, é uma opção dos pais. Não é o meio que escolhe quem você vai se tornar, quem os filhos vão se tornar, quais doenças os pais e os seus filhos terão: quem escolhe são os pais”, salienta a nutricionista.

Aparência

O consumo excessivo de açúcar também pode causar vários danos ao organismo. Pode afetar a pele e os cabelos das crianças/adolescentes – principalmente as que ainda estão em fase de crescimento e na puberdade. Alguns desses efeitos negativos são as acnes, a oleosidade, o envelhecimento precoce da pele, a queda dos cabelos, inflamações, etc.

“O adulto que baniu, ou pelo menos diminuiu, o açúcar da sua vida e da dos seus filhos, educando a família a comer comida de verdade, está cuidando da saúde e pensa em si mesmo e em seus familiares. O que muitos não sabem é que o açúcar está presente em diversas formas na composição dos alimentos, e uns são mais tóxicos que outros, ou seja, causam danos para o corpo”, finaliza.