Vírus erradicado do Brasil há quase 20 anos, o sarampo volta a ser lembrado pelas principais capitais do país.

Mitos e verdades sobre o sarampo

Vírus erradicado do Brasil há quase 20 anos, o sarampo volta a ser lembrado pelas principais capitais do país. Entre os motivos está a diminuição de adesão da vacina, disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde espalhados no Brasil. A Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC) diz que a doença que é mais comum em crianças, mas que também acomete adultos, e se não tratada, pode levar o paciente à morte.

A médica de família Denize Ornelas explica que “quando criança, a aplicação da vacina Tríplice Viral protege contra doenças que apesar de parecerem inofensivas, em alguns pacientes se dá em formas graves. Se não diagnosticadas em tempo hábil, causam danos irreversíveis à saúde. Sobretudo vacinar crianças e adultos é uma causa de saúde pública, não só individual, mas também de toda a população”.

Prevenção do sarampo

O sarampo pode ser prevenido com três tipos de vacinas diferentes: a Dupla Viral (SR), com proteção contra o sarampo e a rubéola; a tríplice-viral (SCR), que protege contra sarampo, caxumba e rubéola e a tetraviral que protege contra essas três, além da varicela, conhecida como catapora (SCR-V).

Denize ainda ressalta que houve mudanças no calendário vacinal do Brasil. “Sobre sarampo, caxumba e rubéola, o calendário e o período de vacinação sofreram alterações desde o início das campanhas de vacinação na década de 70. De acordo com a faixa de idade, hoje se recomendam diferentes esquemas de proteção com vacinas. Uma parte dos adolescentes de hoje já tomou a vacina contra sarampo em duas doses quando crianças.”

Veja os mitos e verdades sobre o sarampo:

A vacina provoca autismo
MITO. A vacina é segura e não apresenta riscos de desenvolvimento de autismo. Entre os efeitos colaterais mais comuns da tetraviral (SRC-V), está a febre que acontece em até 15% dos vacinados, mas é reação considerada normal até 12 dias após a aplicação.

Ambientes fechados são mais propícios para contaminação.
VERDADE
. Em temperaturas baixas, é comum a população deixar lugares fechados mesmo com fluxo alto de pessoas. Porém, é imprescindível deixar janelas e portas abertas para circulação de ar e evitar outras doenças além do sarampo, como a caxumba.

O esquema de proteção vacinal é feito apenas em clínicas particulares.
MITO
. Todas as vacinas estão disponíveis pelo Ministério da Saúde gratuitamente e podem ser adquiridas nas Unidades Básicas de Saúde. Quando criança, a vacina deve ser aplicada em duas doses: a primeira dose é feita aos 12 meses de idade com a vacina da Tríplice viral, que protege contra caxumba, sarampo e rubéola e a segunda, dos 15 meses até aos 12 anos. No Brasil, a segunda dose é feita com a tetraviral, que também inclui a proteção contra varicela.

Grupos de risco devem ser prioritariamente vacinados.
VERDADE.
 As populações mais vulneráveis ao sarampo são aquelas que vivem e atuam profissionalmente em locais de grande circulação de pessoas em fase migratória, como portos e aeroportos, pois nem todos os países garantem um sistema e controle vacinal como o Brasil, que tem um dos melhores calendários e esquemas de distribuição vacinal do mundo. Além disso, os profissionais de saúde também devem manter sua vacinação em dia.

Os sintomas iniciais podem ser confundidos com a gripe.
VERDADE
. Entre os sintomas mais comuns estão febre, tosse, mal estar e corrimento nasal, que são seguidos de manchas vermelhas no corpo, que duram aproximadamente três dias. Essas manchas são os principais indícios de contaminação do vírus. Em casos mais graves, a criança ou pessoa pode ter infecção nos ouvidos e desenvolver pneumonia. Convulsão também pode acontecer.

Juntamente com as dúvidas durante a gravidez, o pré-natal também deixa algumas mulheres confusas. Na gravidez o corpo muda, os hormônios parecem entrar numa guerra e os sentimentos se afloram.

Para uma gravidez saudável é preciso ter um pré-natal bem feito

Juntamente com as dúvidas durante a gravidez, o pré-natal também deixa algumas mulheres confusas. Na gravidez o corpo muda, os hormônios parecem entrar numa guerra e os sentimentos se afloram. Nessa hora, o pré-natal passa a ser rotina na vida da mãe e se torna uma supervisão pelos olhos e cuidados do médico.

Durante o pré-natal é monitorado o desenvolvimento do bebê. Com medidas de prevenção e detecção precoce, possíveis doenças já existentes ou que estejam se manifestando de forma silenciosa são descobertas.

Antes de engravidar, o apoio profissional é essencial também. Segundo o ginecologista-obstetra José Moura, “a consulta pré-convencional é importante para que possam ser identificados fatores de risco que alterem o fluxo normal da gravidez, como abortamento, parto prematuro, hipertensão ou diabetes gestacional. Nessa consulta, o médico ginecologista-obstetra irá fazer uma anamnese e exame físico bem detalhado. É ideal que seja realizada, ao menos, três meses antes de começar as tentativas de engravidar para que possíveis patologias possam ser identificadas e possa ser prescrito o ácido fólico, que será utilizado por até 12 semanas e visa diminuir possíveis alterações no sistema nervoso do bebê”, afirma.

Do pré-natal para o parto

As visitas periódicas ao ginecologista-obstetra ajudam a organizar e entender as mudanças durante a gravidez. São nesses encontros que a mulher recebe informações sobre hábitos de vida, como ter alimentação saudável, higiene, uso de medicações, prática de exercícios físicos, consumo de álcool e fumo, vacinas e outras situações que vão surgindo nesse período.

Após um ciclo de consultas, é chegada a hora do parto e a saúde da mãe e do bebê estão acima de tudo. Dessa forma, “o parto normal pode ser preparado e controlado com apoio psicológico, favorece menor dor no pós-parto, menor frequência de complicações como hemorragias e infecções puerperais, além de ter uma recuperação mais rápida e menor risco para futuras gestações. No momento do nascimento do bebê, o profissional irá identificar a situação da mãe, do bebê, a dilatação e aí então conduzirá o melhor para garantir que tudo ocorra bem”, explica Moura.

Veja os exames de prevenção e planejamento da gravidez

  • Papanicolau (preventivo)
  • Hemograma,
  • Glicemia
  • HIV
  • VDRL
  • Rubéola
  • Toxoplasmose
  • Citomegalovírus
  • Hepatite B e C
  • HTLV
  • Exames de urina e parasitológico de fezes

Exames do Pré-Natal

  • Hemograma completo
  • Glicemia
  • Tipagem sanguínea e fator RH
  • VDRL,
  • Anti-HIV
  • Hepatite B e C
  • Toxoplasmose
  • Rubéola
  • Citomegalovírus
  • HTLV
  • Exames de urina e parasitológico de fezes

Consultas do Pré-Natal

O total de consultas deve ser de, no mínimo, seis e realizadas da seguinte forma:

– Mensalmente até a 28ª semana

– Quinzenalmente da 28ª a 36ª semana

– Semanalmente até a 41ª semana

 

Nós temos uma camada de proteção na pele do rosto responsável pela proteção contra microrganismos. Ela auxilia na preservação da água e mantém a hidratação.

Veja qual é o sabonete mais indicado para o seu rosto

Nós temos uma camada de proteção na pele do rosto responsável pela proteção contra microrganismos. Além disso, ela auxilia na preservação da água da camada córnea, o que mantém a hidratação. A pele do rosto costuma ser mais sensível, por isso requer alguns cuidados quando falamos da sua limpeza.

O sabonete comum, quando utilizado para limpeza do rosto pode deixá-lo desprotegido e até irritado. A esteticista Ângela Coelho explica que “quando utilizamos o sabonete em barra comum para a limpeza do nosso rosto, a camada de proteção fica comprometida, o que deixa a pele mais sensível e desprotegida, podendo causar sensibilidade e até irritações”.

Segundo a esteticista, a limpeza inadequada pode causar um efeito rebote e aumentar o surgimento de acnes e a obstrução dos poros. Já nas peles secas, a perda da proteção deixa a pele ainda mais ressecada e pode levar ao aparecimento de linhas de expressão. Além disso, o PH da pele do rosto é diferente do resto do corpo, o que faz com que precise de mais cuidado.

Além do sabonete, existem algumas dicas e produtos que vão auxiliar no cuidado com o rosto. Tônicos e hidratantes, mesmo para quem tem a pele oleosa, são indicados, pois todas as peles precisam de hidratação. Evite colocar a mão no rosto, ela costuma estar cheia de microrganismos que podem contaminar a pele. Procure produtos com fórmulas livres de parabenos, álcool e corantes.

Veja os sabonetes para cada tipo de pele

Pele normal: por ser uma pele equilibrada, um sabonete suave com propriedades hidratantes é o suficiente. Ativos como aloe vera, extrato de calêndula, extrato de ginseng, extrato de maracujá e argila branca são ótimos para esse tipo de pele.

Pele oleosa: é uma pele que possui um desequilíbrio na glândula sebácea e na glândula sudorípara, o que causa uma maior produção de óleo e de água. Apesar de oleosa, ela pode apresentar algumas zonas de ressecamento. Nessas áreas, o sabonete não deve ser usado, já que ele possui propriedades secativas. Produtos com ácido salicílico, erva doce, melaleuca, hamamelis e argila verde são boas opções e possuem ação sebo reguladora.

Pele seca: o ideal é usar sabonetes que tenham ativos com propriedades hidratantes, como: extrato de aveia, extrato de melissa, óleo de framboesa e argila amarela.

Pele mista: este tipo de pele possui regiões com maior produção de lipídeos (normalmente na zona T), e alterna regiões secas e normais. Sabonetes com ativos como extrato de hortelã e extrato de alecrim são excelentes opções.

Este mês é conhecido como Novembro Azul, um período de campanhas de conscientização sobre o câncer de próstata. De acordo com o INCA, em 2018, foram estimados mais de 68 mil novos casos de câncer de próstata no Brasil.

Novembro azul: saiba a importância dos exames preventivos masculinos

Este mês é conhecido como Novembro Azul, um período de campanhas de conscientização sobre o câncer de próstata. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), em 2018, foram estimados mais de 68 mil novos casos de câncer de próstata no Brasil.

É o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens no país, atrás apenas do de pele não melanoma. O urologista Cristóvão Machado Barbosa Filho diz que “a doença pode demorar a se manifestar. E quando alguns sinais começam a aparecer, aproximadamente 95% dos tumores já estão em fase avançada. Por isso, os exames preventivos são muito importantes”, comenta.

A próstata é uma glândula do sistema reprodutor masculino que fica abaixo da bexiga e tem a função principal de produzir esperma. Os fatores de risco para desenvolvimento do câncer no órgão são histórico familiar, alimentação inadequada, além de sedentarismo e obesidade. Negros também apresentam maior índice de casos da doença.

Idade de risco

Normalmente, após os 50 anos aumentam os riscos de alguma mutação na próstata. Essa é a idade mínima recomendada para realizar exames preventivos anuais, ou a partir dos 45 anos para aqueles com histórico familiar da doença ou negros. “Os exames que devem ser feitos anualmente são os de toque retal e o de PSA no sangue, que mede o Antígeno Prostático Específico. A ausência de sintomas não garante que não haja problemas”, esclarece o médico.

Segundo o urologista, se não houver prevenção, a doença pode ser descoberta apenas em estágios mais avançados, podendo ser fatal. “Os primeiros sinais em fases tardias são dores ósseas, dores ao urinar, vontade de urinar com maior frequência, e presença de sangue na urina ou no sêmen”, detalha.

Ainda segundo Barbosa, se descoberto o câncer de próstata em fase inicial, as chances de cura são entre 80 e 90%. “Se não houver existência de metástase, é uma doença curável, principalmente por cirurgia ou, em casos específicos, pela radioterapia”, finaliza.

 

Cada organismo feminino atua de uma maneira diferente quando se trata de menstruação. Mas não importa a intensidade, pelo menos uma mulher já menstruou no verão.

Tudo o que você precisa saber sobre menstruação e verão

Cada organismo feminino atua de uma maneira diferente quando se trata de menstruação. Algumas mulheres podem menstruar por apenas 3 dias e outras por uma semana. Mas não importa a intensidade, pelo menos alguma mulher já passou ou vai passar o verão, menstruada.

Segundo a ginecologista Ilza Maria Urbano Monteiro, para aproveitar os dias de sol, a melhor opção é a hidratação. “Estar hidratada irá ajudar a amenizar alguns sintomas da TPM, como a dor de cabeça e o inchaço”, explica.

Água mineral, água de coco e sucos naturais são bons aliados. Além disso, para quem costuma reter muito líquido, a especialista diz que “é bom evitar o consumo excessivo de cafeína, chocolate e sal. O álcool também deve ser ingerido com moderação. Isso por que, além dos efeitos colaterais já conhecidos, ele pode resultar em um esquecimento da pílula anticoncepcional para quem a toma.”

Em relação ao tipo de absorvente, Ilza revela que o verão não é a hora para começar novos hábitos, principalmente se você está no meio de uma viagem. “Como é um período diferente, é melhor não fugir muito do padrão. Se você está acostumada com o absorvente interno, mantenha-se nele. Caso você prefira o coletor e já esteja adaptada, ele é a sua escolha ideal”, afirma a médica.

Uso de absorventes internos

Para quem optar pelo absorvente interno durante a menstruação, não é recomendável usá-lo por tempo prolongado. “É muito importante que a troca não passe de 6 a 8 horas. Mas, se passar muito tempo submersa, principalmente na piscina, é possível que o absorvente interno molhe e aí ele deve ser trocado”, recomenda. Já no segundo, é necessário que o coletor seja lavado constantemente a cada troca. Contudo, cada mulher deve analisar, conhecer e entender o seu período para que saiba a intensidade de seu fluxo.

Outra preocupação necessária, principalmente se você tem tendências a infecções ginecológicas, é com a umidade do biquíni ou maiô. Por isso, a especialista indica não passar muito tempo com essas peças molhadas no corpo.

Com relação à emenda da cartela do anticoncepcional, a ginecologista diz que não há restrição para fazer. “O ideal, entretanto, é se organizar com antecedência. É possível programar, junto ao seu ginecologista, para que o sangramento aconteça antes da viagem. Quando a mulher começa a emendar cartelas, podem ocorrer os escapes menstruais, mas com o tempo eles vão se espaçando e é possível passar grandes períodos sem nenhum sangramento.  Se essa é a sua primeira vez emendando, as chances de ficar sem menstruar são baixas, em torno de 20% de conseguir que não aconteça uma menstruação. O fluxo sempre vai diminuir, mas não é garantia que vai ficar sem sangrar nada” explica.

 

Dentro do universo feminino há uma doença crônica que incomoda muitas mulheres: enxaqueca. Segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia, para cada homem há três mulheres convivendo com a doença.

Entenda porque as mulheres são alvo fácil para a enxaqueca

Dentro do universo feminino há uma doença crônica que incomoda muitas mulheres: enxaqueca. Segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia, para cada homem há três mulheres convivendo com a doença. Um número importante, cujas consequências atingem não apenas a saúde, mas também suas atividades sociais, familiares e profissionais.

Segundo a neurologista Elza Magalhães, o principal fator para o maior índice de enxaqueca nas mulheres é o hormonal. “Ao longo da vida as mulheres passam por mudanças significativas que fazem seus hormônios oscilarem, como menstruação, gravidez e menopausa, e que embora possam acontecer de forma diferente em cada mulher, em geral essas transformações interferem no limiar de dor e facilitam as crises de dor de cabeça”, explica a neurologista.

O hormônio responsável por estas interferências é o estrogênio, que está ligado à estimulação do sistema nervoso central. E é justamente na menstruação que ele se intensifica.

Ainda de acordo com Elza, as crises de enxaqueca podem diminuir ou cessar durante a gravidez, uma vez que a produção de estrógeno cai para a predominância da progesterona – hormônio que atua como calmante dos estímulos cerebrais.

O processo hormonal durante a menopausa é semelhante ao da gravidez, em que o organismo passa a produzir menos estrogênio, reduzindo as crises.  Mas se a mulher faz tratamento de reposição hormonal, suas crises podem perpetuar.

Hábitos diários para prevenção ou tratamento da enxaqueca:

  • Priorizar o sono com qualidade e obedecer a uma rotina de tempo, com hora para início e término;
  • Praticar exercício físico de forma regular;
  • Praticar atividades de lazer que proporcionem relaxamento;
  • Alimentar-se de forma equilibrada;
  • Beber bastante água;

Dentre as linhas de tratamentos aliadas à medicação prescritas pelo médico e reconhecidas cientificamente já há alguns anos, encontra-se a toxina botulínica A, que atua no bloqueio de neurotransmissores ligados ao mecanismo de dor.

Ir ao mercado é uma tarefa que exige tempo e atenção. Uma das difíceis missões é manter uma alimentação balanceada com tantas opções ao redor.

Veja dicas de como manter uma alimentação balanceada

Ir ao mercado é uma tarefa que exige tempo e atenção. Uma das difíceis missões é manter uma alimentação balanceada com tantas opções ao redor. Na seção das frutas e verduras, por exemplo, achar um produto de qualidade e benefícios é difícil. Algumas vezes só percebemos que o alimento está estragado ao chegar em casa.

Uma alimentação balanceada, com a presença de carboidratos, proteínas, lipídios, sais minerais (zinco, cobre, potássio, magnésio) e vitaminas, é indispensável para alcançar saúde e qualidade de vida. O ideal é selecionar alimentos em bom estado e com alto valor nutricional.

De acordo com o especialista Daniel Magnoni, um dos pontos mais importantes na escolha saudável, é a observação da segurança alimentar, higiene da embalagem e na conservação. O médico diz que “o solo onde foram plantados os produtos deveriam ter sido fertilizados, no sentido de fornecer os nutrientes necessários à composição mineral da planta”.

Muitos fatores influenciam nos produtos para ter uma alimentação balanceada. A cor e o odor também são importantes, tanto como sinal da qualidade, quanto como estímulo à escolha do consumidor. Um alimento passado ou estragado deve ser evitado. A presença de bactérias, fungos e vírus podem acarretar uma infecção ou intoxicação alimentar.

Ambiente de conservação limpo

Segundo Magnoni, um dos grandes fatores para a perda de vitaminas e nutrientes é a condição do meio. “A temperatura ambiente favorece a multiplicação desses microrganismos. Portanto, um clima ameno reduz a proliferação dos organismos que deterioram os alimentos e os mantêm nutritivos”, completa.

Com tantas opções no mercado, a observação é ferramenta fundamental para boas escolhas numa alimentação balanceada. Uma verdura adequada para consumo deve apresentar intensa coloração verde, sem manchas ou furos, ausente da presença de insetos ou odor de decomposição.

Outras questões dignas de atenção são frutas e legumes descascados, pois são mais suscetíveis de contaminação, além da verificação do estado daqueles alimentos que são comercializados em caixas, como morangos e uvas. Saber compreender o rótulo das embalagens também ajuda a encontrar a melhor alternativa.

Para quem deseja melhorar sua saúde e bem-estar, a dica é adotar bons hábitos e um novo estilo de vida. Conheça os benefícios ao corpo e à mente.

Entenda os mitos e verdades sobre mudanças no estilo de vida

Para quem deseja melhorar sua saúde e bem-estar, a dica é adotar bons hábitos e um novo estilo de vida. Uma alimentação saudável aliada à prática de atividade física proporciona inúmeros benefícios ao corpo e à mente. Essa combinação reduz a incidência e o risco de doenças metabólicas como obesidade, hipertensão e diabetes tipo 2, além de depressão, stress, câncer, entre outros.

Entretanto, de acordo com o médico e nutrólogo Lucas Penchel, muitas pessoas que optam por um novo estilo de vida, precisam fazer dieta, praticar exercícios ou parar de fumar e não conseguem. “Mudanças drásticas costumam provocar efeito rebote, fazendo com que o paciente retorne aos velhos hábitos nocivos. Todavia, pequenas trocas inteligentes podem proporcionar muitos ganhos para a saúde, além de funcionar como um gatilho para a adoção de novos costumes saudáveis”, afirma.

O médico alerta para alguns mitos sobre substituições que prometem ser saudáveis, mas não são. “Algumas mudanças no estilo de vida podem ser tão maléficas quanto o fator de risco original que foi substituído. É preciso se informar e, principalmente, buscar uma avaliação profissional. Somente um médico poderá indicar o que é melhor para cada caso”.

Veja abaixo alguns exemplos sobre as mudanças no estilo de vida:

Dietas pobres em gordura ou carboidratos são adequadas para perda de peso?

Mito. Há algum tempo as pessoas utilizam dietas pobres em carboidrato, proteína ou gordura para a perda de peso. Atualmente, a dieta pobre em carboidratos e rica em proteínas tem sido amplamente adotada.

Apesar de ser benéfica para a perda de peso, essa dieta também foi associada ao aumento do LDL (colesterol). Além disso, há gorduras boas que, se consumidas com moderação, fazem bem à saúde.

O adoçante artificial é melhor que o açúcar para a perda de peso?

Verdade. De acordo com Penchel, estudos indicam que o consumo de açúcar não deve ultrapassar 10% das calorias diárias. O adoçante artificial vem como uma opção para substituir o açúcar. Se utilizado moderadamente, ele pode até suprir o desejo que a pessoa tem por comer doce.

Exercícios de alta intensidade são mais efetivos que os de baixa intensidade?

Verdade. Para se ter uma vida saudável, o US Department of Health and Human Services recomenda uma média de 150 minutos de atividades físicas de intensidade moderada ou 75 minutos de exercícios de alta intensidade. O exercício deve variar de acordo com o objetivo da pessoa. Se ele for melhorar o condicionamento físico e o risco de doenças cardiometabólicas, a atividade moderada é suficiente. Somente se for aliada à uma dieta, ela proporciona perda de peso.

 

 

A audição infantil merece atenção redobrada. Preste atenção se o seu bebê parece não se incomodar com barulhos estranhos ou se ele tem mais de três anos e ainda demonstra dificuldade de formar palavras e se comunicar.

Audição infantil: como identificar a perda auditiva nas crianças?

A audição infantil merece atenção redobrada. Preste atenção se o seu bebê parece não se incomodar com barulhos estranhos. Ou se ele tem mais de três anos e ainda demonstra dificuldade de formar palavras e se comunicar. Estes são alguns dos indícios de problemas de audição infantil que podem passar despercebidos aos pais.

A fonoaudióloga Marcella Vidal faz um alerta: “podemos começar a suspeitar de dificuldades de audição quando, desde pequenas, as crianças não se assustam nem reagem a sons altos demais”. O ideal é fazer o teste da orelha assim que a criança nasce ou o mais cedo possível. “Durante o teste, se for detectado algum problema, a criança será encaminhada para exames mais completos”, explica a especialista.

É muito importante o diagnóstico de perda auditiva logo nos primeiros meses de vida. Pois tratar o problema desde cedo é o segredo para a criança ter um desenvolvimento normal. “Os pais devem ficar atentos e procurar um médico otorrinolaringologista se acharem que o bebê está demorando demais para emitir os primeiros sons”, aconselha a fonoaudióloga. Se isso não acontecer, mais tarde, no período escolar, essa deficiência poderá trazer dificuldades na aprendizagem e no convívio em sala de aula.

De acordo com Marcella, “quando a criança é maior, fica mais fácil perceber a dificuldade de ouvir. Mas aí os problemas decorrentes da deficiência já podem aparecer. Quem assiste à televisão com volume muito alto; não dá atenção ao que os pais falam e é muito disperso nas aulas pode, sim, ter algum problema auditivo”.

A audição infantil tem papel vital no desenvolvimento da linguagem e da fala. A perda auditiva, se não for tratada, pode acarretar uma série de limitações: timidez, retraimento, problemas de aprendizado e de relacionamento.

De acordo com a Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (Abrasso), cerca de 10 milhões de brasileiros sofrem com a osteoporose.

Osteoporose atinge cerca de 10 milhões de brasileiros

De acordo com a Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (Abrasso), cerca de 10 milhões de brasileiros sofrem com a osteoporose. O ortopedista Marcello Zaboroski explica que “a principal causa é a alteração hormonal, principalmente a que ocorre na menopausa. Por isso a incidência em mulheres é maior. Também pode ser consequência de diminuição de massa muscular, deficiência de vitamina D e queda na absorção do cálcio”.

A boa notícia é que a osteoporose, que costuma ter maior incidência em idosos, tem cura. O tratamento consiste em ingerir medicação, realizar exercícios físicos e exposição ao Sol. “A medicação é individualizada conforme a necessidade do paciente, como reposição de cálcio, vitamina D ou para melhorar a absorção e fixação do cálcio no osso. Os exercícios físicos são fundamentais para ativação dos osteócitos (células que produzem ossos) e manutenção do tônus muscular. Ainda, os raios ultravioletas são importantes para sintetizar a vitamina D, que também estimula a geração do tecido ósseo”, esclarece Zaboroski.

Segundo o especialista, a osteoporose é uma doença silenciosa e que demora para se manifestar, sendo normalmente percebida após fraturas nas vértebras e fêmur. O ortopedista alerta também que a fragilidade nos ossos pode atingir os mais jovens caso sejam realizadas cirurgias ginecológicas que levam à diminuição do hormônio estrógeno, pacientes que tenham síndromes de má absorção de cálcio, entre outros distúrbios. “Para diagnosticar com precisão, é necessário o exame de densitometria óssea, que analisa o esqueleto como um todo, e a dosagem de cálcio e vitamina D”, explica.

Além disso, o exercício físico é um ótimo aliado ao combate à osteoporose. “Há aumento de massa muscular e melhora da velocidade de resposta motora neuromuscular, diminuindo as quedas e o risco de fraturas. A atividade física estimula os osteócitos a promoverem a formação de ossos novos”, finaliza Zaboroski.