O início da vida escolar é um período delicado e que requer atenção especial dos pais principalmente no aprendizado das crianças.

5 distúrbios que podem prejudicar o aprendizado das crianças

O início da vida escolar é um período delicado e que requer atenção especial dos pais, principalmente no aprendizado das crianças. Afinal, elas estão prestes a iniciar uma rotina completamente nova em busca de desenvolvimento. Segundo Ana Regina Caminha Braga, psicopedagoga e especialista em educação especial e em gestão escolar, essa é uma fase de adaptação, que não tem fórmula pronta, cada criança tem suas especificidades e seu tempo de aprendizagem.

É normal que algumas crianças aprendem rapidamente, assim como também é normal que algumas levem um pouco mais de tempo. Porém, em certos casos em que a criança demora muito mais tempo para aprender sobre determinada coisa, pode ser um sinal de distúrbio. “Cada criança tem seu ritmo, mas existem alguns casos em que elas demoram mais que o normal para aprender o que foi ensinado. É bom que os pais e os professores estejam atentos para os distúrbios no aprendizado das crianças”, comenta.

Segundo a psicopedagoga, existe uma grande diferença entre distúrbio e dificuldade de aprendizagem. Isso requer atenção redobrada dos pais, responsáveis e docentes, para que essa criança possa receber o tratamento adequado e que ajude na sua vida escolar.

Para entender melhor sobre o assunto, a especialista elencou os 5 principais distúrbios que podem prejudicar o aprendizado das crianças.

Discalculia

É uma desordem neurológica específica que dificulta o aprendizado das crianças. Isso pode afetar o ato de compreender e manipular números, como probleminhas, aplicações e conceitos matemáticos. Ana Regina explica que “essa desordem não está relacionada com problemas na visão ou audição. É definida por alguns especialistas como uma inabilidade para contextualizar os números. É importante aqui, não confundir discalculia com acalculia, que é a perda da capacidade de calcular causada por danos neurológicos.”

Déficit de atenção

De acordo com a Ana, é um transtorno neurobiológico com causas genéticas que costuma aparecer justamente na infância. Mas frequentemente pode acompanhar a pessoa mesmo na vida adulta. “O déficit de atenção é considerado um distúrbio de aprendizagem. Ele é caracterizado pela incapacidade involuntária da criança em manter atenção no que está sendo ensinado.”, explica.

Hiperatividade

Muitos confundem a hiperatividade com o déficit de atenção. Apesar de uma das suas características ser a falta de atenção, já que as crianças hiperativas não conseguem focar em tudo. Elas também querem realizar diversas tarefas ao mesmo tempo, não dedicando-se 100% a nenhuma delas. Os hiperativos são muito agitados e não conseguem ficar parados.

Disgrafia

“As crianças que apresentam esse distúrbio têm como característica uma escrita ilegível. Isso acarreta em alterações na coordenação motora fina, ritmo e movimento, o que sugere um transtorno motor. Elas podem encontrar essa dificuldade e isso afeta o aprendizado das crianças e em muitos casos ela vem acompanhada da dislexia.”, segundo Ana.

Dislexia

É considerada um distúrbio genético e neurobiológico. Não tem ligação alguma com a preguiça, falta de atenção ou má educação. O que acontece com crianças disléxicas é uma desordem das informações recebidas, que acabam inibindo o processo de entendimento das letras, interferindo na escrita e consequentemente no aprendizado das crianças. O processo de leitura e escrita, por exemplo, exige duas funções do cérebro, e os disléxicos possuem uma limitação em uma delas.

Para finalizar, Ana Regina lembra que para todos os casos citados existem tratamentos que ajudam as crianças a desenvolverem suas habilidades e minimizam o distúrbio para que elas possam aprender da melhor maneira possível.

Os pais que suspeitarem de algum dos distúrbios devem procurar diagnóstico e tratamento especializado para lidar com o caso. “Essa é uma fase em que os pais devem estar atentos, quanto mais rápido o diagnóstico for feito, melhor para o aprendizado das crianças. Converse com o pessoal da escola e veja como está o rendimento dos seus filhos. Tirar nota baixa é normal e acontece, mas se isso persistir, é importante analisar o caso com mais cuidado, somente um especialista pode dar o diagnóstico exato”, completa a especialista.

O jejum intermitente pode ser denominado como um padrão alimentar com períodos de jejum e alimentação, algo natural e saudável.

10 mitos sobre jejum intermitente

O jejum intermitente pode ser denominado como um padrão alimentar com períodos de jejum e alimentação, algo natural e saudável. É um método de emagrecimento que visa intercalar períodos de jejum com períodos de alimentação.

O objetivo é fazer com que o corpo utilize estoques de gordura e com isso haja uma perda de massa gorda. Normalmente são indicadas entre 10 a 24 horas de jejum intermitente, que pode ser feito diariamente ou em alguns dias da semana.

O especialista Juliano Pimentel, formado em medicina e fisioterapia, fala sobre os 10 principais mitos sobre o assunto. Confira abaixo:

Pular o café da manhã engorda

Intuitivamente, no caso de jejum intermitente, a maioria das pessoas acredita que não tomar o café da manhã vai aumentar a fome e, consequentemente, provocar o ganho de peso. Um estudo publicado em 2014 comparou um grupo que consumiu café da manhã e outro que fez jejum. Após um período de 16 semanas, não houve diferença de peso entre os grupos. Esse estudo mostra que não faz qualquer diferença para perda de peso, consumir ou não o café da manhã, embora possa haver alguma variabilidade individual.

Comer frequentemente acelera o metabolismo

Um dos mitos sobre jejum intermitente é que ele prejudica o metabolismo. O especialista diz que “muitos acreditam que se alimentar de três em três horas acelera o metabolismo. Em 1970, a média de refeições era de duas por dia e a obesidade era quase inexistente. Atualmente essa frequência é de seis vezes por dia. Por fim, o que importa é como os hormônios se comportam para lidar com as calorias totais ingeridas”, explica.

Comer frequentemente reduz a fome

Algumas pessoas acreditam que comer várias vezes ao dia ajuda a evitar a fome excessiva. Apesar de alguns estudos sugerirem que fazer mais refeições leva à redução da fome, outros não apresentam efeitos e mostram aumento dos níveis de fome. Pimentel  explica que “não há evidência que confirma que comer mais reduz a fome para todas as pessoas. Vai depender do histórico de saúde de cada indivíduo e dos alimentos. Em contrapartida, o jejum intermitente tem relação com a redução da fome.”, comenta

“Saco vazio não para em pé…”

Muitos de nós crescemos ouvindo que precisaria comer ou passaria mal. No entanto, nenhum animal na natureza precisa se alimentar para fazer uma atividade intensa quando necessário, simplesmente por ser um caso de vida ou morte. “Nosso corpo possui uma reserva de energia incrível, mas com a rotina moderna, esses mecanismos de adaptação estão todos travados por conta de uma alimentação que joga contra nossa saúde.”, afirma o especialista.

O cérebro precisa de fonte constante de glicose

De acordo com o médico, outro mito que envolve o jejum intermitente é a necessidade de ingerir carboidratos várias vezes ao dia para que o cérebro continue funcionando corretamente. “Isso é baseado na crença que ele só pode usar glicose (açúcar no sangue) como combustível. Mas o corpo pode facilmente produzir a glicose que precisa por meio de um processo chamado de gliconeogênese. Ou seja, o corpo armazena glicogênio (glicose) no fígado para ser usado como energia ao cérebro quando for necessário.”

No entanto, algumas pessoas relatam que se sentem hipoglicêmicos quando não se alimentam por um tempo. Nesse caso, procurar orientação médica é o melhor caminho antes de adotar a prática.

Jejum coloca seu corpo em “modo de inanição”

Colocar o corpo em “modo de fome” é outro mito acerca do jejum intermitente. De acordo com as alegações, não comer faz o corpo pensar que está morrendo de fome. E, por isso, desliga o seu metabolismo e impede que queime gordura.

“É verdade que a perda de peso no longo prazo pode reduzir a quantidade de calorias que a pessoa queima. Esse é o verdadeiro “modo de fome”. No entanto, isso acontece com a perda de peso em geral, não importa o método usado. Não há evidência de que isso aconteça mais com o jejum intermitente do que com outras estratégias de perda de peso. No contraponto, estudos comprovam que o jejum no curto prazo aumenta a taxa metabólica”, comenta Pimentel.

O corpo só digere certa quantidade de proteína por refeição

Há quem diga que só podemos digerir 30 gramas de proteína por refeição, e que devemos comer a cada 2-3 horas para maximizar o ganho muscular. No entanto, isso não é apoiado pela ciência. Estudos não mostram diferença na massa muscular se a pessoa comer proteína em doses mais frequentes.

 Jejum intermitente faz você perder músculo

Alguns acreditam que o jejum pode colaborar para a perda muscular. “É verdade que isso acontece com dietas em geral. Mas não há nenhuma evidência de que isso ocorre mais com o jejum intermitente do que outros métodos. Alguns estudos sugerem que o jejum intermitente é melhor para manter a massa muscular pela alteração do padrão hormonal de quem o faz”, explica o especialista.

O jejum intermitente é ruim para a saúde

Pimentel diz que esse é um dos mitos mais frequentes sobre a prática. No entanto, vários estudos mostram que o jejum intermitente traz diversos benefícios para a saúde, como a mudança da expressão de genes relacionados à longevidade e proteção contra doenças. “Traz também grandes vantagens para a saúde metabólica, como melhora da sensibilidade à insulina, redução do estresse oxidativo e inflamação e redução de vários fatores de risco para doenças cardíacas. Além disso, ajuda contra a depressão e vários outros problemas cerebrais.”, explica Pimentel.

Jejum intermitente faz a pessoa comer demais e gera compulsão alimentar

Há quem diga que o jejum intermitente não causa perda de peso porque faz com que a pessoa coma em excesso durante os períodos de alimentação. Realmente, após o jejum, existe a tendência de ingerir mais alimentos compensando as calorias “perdidas”. No entanto, o jejum intermitente reduz a ingestão alimentar global enquanto estimula o metabolismo. Também reduz os níveis de insulina e aumenta o hormônio de crescimento humano até cinco vezes.

Juliano finaliza explicando que devido a esses fatores, o jejum intermitente contribui para a perda de gordura, sendo reconhecido como uma das ferramentas mais poderosas do mundo para a redução de peso e promoção de saúde.

 

Os olhos são responsáveis por traduzir para o cérebro cerca de 80% das informações que recebemos. Saiba mais sobre as alergias e infecções nos olhos.

8 dicas para evitar alergias e infecções nos olhos

Os olhos são responsáveis por traduzir para o cérebro cerca de 80% das informações que recebemos. Eles transformam a luz emitida pelos objetos em uma imagem nítida na retina.

Para alertar a população sobre a importância do acompanhamento oftalmológico e dos cuidados com a visão, a especialista em córnea e doenças oculares externas do H. Olhos – Hospital de Olhos, Luciana Olivalves, elenca oito dicas, que fazem a diferença no zelo com os olhos. Veja:

Mantenha os cílios e pálpebras limpas

De acordo com a especialista, poucas pessoas se atentam à higienização dos cílios e das pálpebras. É preciso limpá-los com soluções específicas ou com xampu neutro diluído em água morna.

“Sem essa higienização, a oleosidade em excesso, acumulará gordura, levando à obstrução das glândulas. Além da evaporação da lágrima (olho seco evaporativo) e aumento do número de bactérias”, explica a médica.

Tome cuidado com maquiagem

De acordo com a especialista, “se não remover com produtos adequados para os olhos, pode obstruir as glândulas da margem palpebral. Além de gerar inflamação local, irritação da conjuntiva e da córnea.”

Lave bem as mãos

As mãos são portas para bactérias, vírus e outras substâncias que podem causar irritações, alergias e quadros infecciosos.

A dica de Luciana é lavar as mãos com frequência e evitar colocá-las nos olhos para prevenir doenças.

Não utilize colírio sem indicação médica

A automedicação é um erro, que em muitos casos pode levar a complicações severas. Luciana explica que “o uso indiscriminado de colírios pode provocar conjuntivite química e ceratite medicamentosa. Contudo, há também o aumento da pressão intraocular e catarata.”

Os lubrificantes oculares ou lágrimas artificiais podem ser usados no dia a dia, preferencialmente, os sem conservantes.

Não compartilhe objetos pessoais

Ao compartilhar objetos pessoais de olhos, doenças como conjuntivites virais e bacterianas podem ser transmitidas. A oftalmologista aconselha não usar objetos de outras pessoas, como toalha de rosto, maquiagem e até mesmo colírios, pois favorecem o contágio.

Evite água boricada e soro fisiológico

A água boricada não deve ser usada nos olhos, pois contém ácido bórico em sua composição. Isso pode causar alergias e ser um agravante da inflamação.

“O soro fisiológico, apesar de se parecer mais com a lágrima, contém sal, podendo ser um fator irritativo aos olhos já inflamados. O ideal é usar água mineral ou filtrada, além dos colírios lubrificantes”, recomenda.

Atenção às lentes de contato

Usuários de lentes de contato devem redobrar o cuidado, pois, em caso de descuido, podem ser infectados pelo protozoário Acanthamoeba. Ele é encontrado na água da torneira, no soro fisiológico e no estojo das lentes se não forem armazenadas e cuidadas adequadamente.

Segundo a especialista, esse protozoário pode gerar ceratite, que, normalmente, demanda tratamento de, no mínimo, seis meses, além de reduzir significativamente a visão do paciente.

“Além de lavar bem as mãos, higienizar bem e guardar corretamente as lentes em soluções adequadas, é preciso trocá-las no tempo correto, conforme orientação do fabricante. O uso prolongado e o costume de dormir com as lentes elevam os riscos de infecção e de intolerância em longo prazo.”, explica.

Para diminuir os riscos, há produtos específicos para higiene das lentes, que eliminam bactérias, fungos e protozoários.

Óculos são de uso individual

Os óculos devem se encaixar anatomicamente ao rosto e aos olhos, funcionando como proteção a qualquer exposição.

Para quem gosta de nadar, por exemplo, os óculos devem ter uma vedação adequada, impedindo o contato dos olhos com a água, mas sem gerar pressão no globo ocular.

Os óculos escuros, por outro lado, são um aliado contra o sol. A especialista explica que “o acessório deve filtrar entre 99% e 100% de toda a radiação UV (abaixo dos 400 nm), filtrar a radiação azul (entre 400 e 500 nm) e cobrir a região ao redor dos olhos. Além disso, os óculos escuros auxiliam no combate ao envelhecimento da pele das pálpebras.” É importante ressaltar que produtos de procedência duvidosa, sem garantia e nota fiscal, não devem ser utilizados.

“Essas são dicas simples e eficientes para o dia a dia, que ajudam a prevenir as infecções oculares. Contudo, uma visita anual ao oftalmologista é imprescindível, sejam crianças, adultos ou idosos”, finaliza Luciana.

A amamentação é um ato de fundamental importância tanto para o bebê, quanto para a mãe. Mas, pelo ganho de peso na gravidez, algumas mulheres optam por iniciar uma dieta restritiva

Dieta restritiva na amamentação pode afetar a nutrição, diz especialista

A amamentação é um ato de fundamental importância tanto para o bebê, quanto para a mãe. Mas, pelo ganho de peso na gravidez, algumas mulheres optam por iniciar uma dieta com foco na restrição alimentar.

Marcela Tardioli, consultora em nutrição da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados, diz que “o leite materno traz muitos benefícios, como proteção contra infecções, e auxilia no desenvolvimento cognitivo e emocional. A partir do momento que este leite não tem todos os nutrientes necessários, esta atitude pode interferir na composição nutricional do leite materno. Além de que o ato de fazer dieta pode ser estressante e prejudicar a produção do leite”, alerta a nutricionista.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) e o Ministério da Saúde recomendam amamentação por pelo menos até os seis meses de vida. Considerando que o leite materno, em muitos casos, é a única fonte alimentar nos primeiros meses do bebê, esse deve atribuir os nutrientes necessários para uma completa nutrição e desenvolvimento fisiológico.

Mas o contrário das dietas também é preocupante. Engana-se quem ainda acredita que as gestantes ou mães que amamentam podem “comer por dois”.

“Na verdade, diariamente podem ser acrescentadas aproximadamente 500 calorias. Mas esta é uma quantidade que pode variar de mulher para mulher, de acordo com as necessidades de cada pessoa e sempre com a orientação de um profissional da saúde”, explica a nutricionista.

O aumento das calorias precisa ser acompanhado por uma alimentação equilibrada e fracionada em refeições ao longo do dia. É possível trazer opções saudáveis e prazerosas, não apenas para o período da amamentação, mas também antes, durante a gestação, e logo no pós-parto.

Para ajudar essa fase de aleitamento, a especialista separou algumas dicas essenciais:

Consuma Fibras

O mau funcionamento do intestino pode causar sintomas que vão além da prisão de ventre, como estresse e ansiedade. Além disso, alimentos como massas e pães são fontes de carboidratos. Isso garante a energia para o dia a dia. E as versões integrais contribuem para o aporte de fibras.

Não se esqueça da hidratação

É recomendada a ingestão mínima de quatro copos de água por dia. Entretanto, se a mulher que amamenta tem dificuldade de ingerir água, uma dica é sempre estar com uma garrafinha por perto.

Conte com a ajuda de profissionais da saúde capacitados

Se o objetivo é perder peso, uma dica é consultar um profissional da saúde, como o nutricionista. É ele que vai avaliar a necessidade individual de cada mamãe. O profissional evitará prejuízos e estresse para a mãe e o bebê.

A chegada das férias traz consigo a vontade de abandonar as preocupações e cuidados diários com o corpo. Para os pacientes com Diabetes, esse costume apresenta riscos e pode gerar graves consequências à saúde.

Vai viajar? Lembre-se que o diabetes não tira férias

A chegada das férias traz consigo a vontade de abandonar as preocupações e cuidados diários com o corpo. Não à toa que, nessa época, muita gente deixa de lado a alimentação saudável e as idas à academia. Contudo, para os pacientes com Diabetes, esse costume apresenta riscos e pode gerar graves consequências à saúde.

No Brasil, cerca de 13 milhões de pessoas convivem com o diabetes. Esse número pode aumentar para 24 milhões até 2045, segundo dados da SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes). Devido a isso, levanta-se a necessidade de conscientizar e alertar a população sobre os riscos que a falta de tratamento adequado pode gerar.

Para os pacientes que já são adeptos aos cuidados e estilo de vida que controlam o diabetes, é bom sempre ter em mente que eles precisam ser mantidos até em viagens.

Confira algumas dicas para uma boa jornada de descanso:

É preciso planejamento

Assim como é preciso planejar as excursões e horários antes da viagem, é recomendado o mesmo em relação ao diabetes. Juntos, médico e paciente poderão traçar um plano alimentar sobre o que consumir ou não durante o roteiro. Antes de pesquisar os pontos turísticos da cidade é preciso ficar atento às farmácias e aos hospitais mais próximos de onde ficará hospedado.

Produtos de cuidados com o diabetes devem ficar na bagagem de mão

O medidor da glicemia, os aparelhos e medicamentos de uso diário devem ser colocados na bagagem de mão. Assim evita-se que eles se danifiquem e garante a utilização durante o percurso, caso preciso.

Se a viagem for de avião, é exigido levar a prescrição e uma declaração médica atestando que o paciente tem diabetes e está com a insulina e outros medicamentos para utilizá-los quando necessário.

Quanto à quantidade de insumos que devem ser levados, o ideal é carregar sempre uma reserva a mais para possíveis imprevistos.

Também é importante deixar tudo em suas respectivas embalagens originais para não danificar. Atente-se para os cuidados com a manipulação que o produto demanda (em caráter especial a insulina, que não pode estar em ambientes quentes).

Para quem vai dirigir

Para quem vai dirigir, vale lembrar alguns cuidados que devem ser tomados antes, durante e depois do caminho. O teste de glicemia deve ser feito antes de sair de casa e a cada três ou quatro horas de direção (ou quando suspeitar de hipoglicemia). Durante as paradas, caminhar um pouco e alongar as pernas é muito importante para evitar dores e inchaços.

Não esqueça os snacks

Eles são essenciais e precisarão estar com você todos os dias – nas excursões, festas e eventos. Eles podem ser consumidos caso alguma refeição atrase ou haja muito trânsito no caminho.

É preciso lembrar que esses lanches devem ser saudáveis, como barras de cereal, iogurtes desnatados ou frutas. Evite utilizar alimentos ricos em carboidrato e gordura, como lanches, pois eles podem desregular os níveis de açúcar no sangue.

Não descuide da alimentação

É normal que em roteiros diferentes, a quantidade ingerida de carboidratos simples, açúcares e bebidas alcoólicas aumente. Contudo, portadores de diabetes e com restrições alimentares devem prestar atenção para não descuidar totalmente da alimentação.

O segredo é variar os tipos de alimentos ingeridos, sem exagerar em nenhum deles. Inclua fibras nas refeições, já que elas retardam a absorção dos carboidratos e controlam a glicemia.

É aconselhável intercalar o consumo moderado de bebida alcoólica com água em abundância, lembrando sempre que a medição deve ser feita antes e depois de toda refeição.

Esses são cuidados básicos para quem tem diabetes poder viajar com tranquilidade sem se preocupar com possíveis transtornos. É possível conviver com a diabetes, basta saber se cuidar e evitar qualquer exagero.

 

A cirurgia bariátrica é um procedimento voltado à perda de peso. A escolha do método mais adequado depende de algumas características do paciente.

Conheça os métodos, benefícios e riscos da cirurgia bariátrica

A cirurgia bariátrica é um procedimento voltado à perda de peso. Existem diversos tipos de cirurgia e a escolha do método mais adequado depende de algumas características do paciente. É extremamente importante lembrar que é um procedimento cirúrgico e deve ser uma decisão médica, e não apenas estética.

Segundo o Ministério da Saúde, para ser candidata à cirurgia, a pessoa deve tentar por pelo menos dois anos os métodos tradicionais de emagrecimento. Isso inclui reeducação alimentar, tratamento psicológico, atividade física e uso de medicamentos em casos específicos. Se nenhuma dessas alternativas trouxer uma resposta positiva, ela poderá ser avaliada e então fará todos os exames necessários para verificar a possibilidade de ser operada.

O gastroenterologista do Hospital Albert Sabin, Sergio Alexandre Barrichello, explica o cálculo utilizado para saber se o paciente é elegível à cirurgia bariátrica. “Atualmente, o índice de massa corporal (IMC), é o maior indicador para realização das cirurgias. Pacientes com IMC maior ou igual a 40 com doenças associadas, são indicados ao procedimento”, explica.

Segundo o especialista, diabéticos tipo II de difícil controle, com tempo de doença menor que 10 anos, e com IMC acima de 30, também são elegíveis à cirurgia bariátrica.

Métodos de cirurgia bariátrica

De acordo com o médico, existem diversos métodos de cirurgias. As mais comuns são:

– A Bypass, que consiste na diminuição do estômago e desvio do intestino. Essa é considerada uma cirurgia mista;

-Gastrectomia em manga (Sleeve), que é basicamente a retirada de 80% do estômago e não atua no intestino;

– E a Banda Gástrica, que é uma cinta colocada ao redor do estômago, limitando a passagem do alimento. Essa técnica está sendo progressivamente abandonada.

Quanto aos riscos e benefícios, vale lembrar que se trata de um procedimento cirúrgico e, portanto, sempre haverá riscos. “Com a melhora dos materiais e aumento das habilidades manuais dos cirurgiões, as taxas de complicações agudas são bastante baixas atualmente”, comenta o especialista.

“O emagrecimento traz uma melhora importante na qualidade de vida. Ele diminui de maneira consistente a ocorrência de doenças, como hipertensão arterial, diabetes Mellitus tipo II, doenças do coração, AVCs, depressão, infertilidade e alguns tipos de câncer”, ressalta.

Vale lembrar alguns mitos inerentes à cirurgia bariátrica, como, por exemplo, a mulher não poder engravidar após sua realização. “Pode sim, porém, o ideal é esperar por dois anos, tempo que ainda está perdendo peso”, esclarece o gastroenterologista.

Outra dúvida constante é a obrigação de submeter-se a cirurgias plásticas para a retirada de pele após o procedimento. Segundo o especialista, nem sempre há essa necessidade, pois depende do tamanho do emagrecimento, idade do paciente e até do tipo de pele.

“De modo geral, após a cirurgia, é muito importante comparecer aos retornos médicos agendados. Além de respeitar a dieta imposta pela equipe cirúrgica e, sobretudo, saber que é um procedimento grande e a conversa com seu médico deve ser levada à risca”, finaliza Barrichello.

Gripe e resfriado são patologias diferentes, porém ainda bastantes confundidas pela população. Entenda quais os vírus de cada uma.

Conheça as principais diferenças entre gripe e resfriado

Gripe e resfriado são patologias diferentes, porém ainda bastantes confundidas pela população. A gripe é uma doença aguda das vias respiratórias causada pelo vírus Influenza, mais frequente em períodos frios. E o resfriado também é uma doença respiratória, porém, o quadro é causado por vírus diferentes.

Os mais comuns, segundo o Ministério da Saúde, são o rinovírus, (altamente contagioso), vírus parainfluenza e o vírus sincicial respiratório (VSR), que geralmente acometem crianças. Segundo a especialista Roberta Fontanezzi Campos, Clínica Geral do Hospital Albert Sabin, a “gripe geralmente se inicia com quadro de febre alta, seguida de dores musculares, dor de garganta, dor de cabeça, coriza e tosse. Os sintomas duram de 5 a 10 dias. ”

De acordo com Roberta, “os sinais do resfriado, apesar de semelhantes aos da gripe, são mais moderados e curam mais rápido, por volta de dois a quatro dias. Eles incluem tosse, congestão nasal, coriza e dor de garganta leve. A febre é menos comum e, se aparece, é mais branda”, comenta.

Tratamentos para gripe e resfriado

No tratamento da gripe é necessário repouso, beber mais água e utilizar antitérmicos e analgésicos quando precisar. Os medicamentos antivirais podem reduzir o número de complicações, e são especialmente importantes para grupos de alto risco. Os medicamentos devem ser administrados precocemente, ou seja, dentro de 48 horas após o início dos sintomas.

A especialista indica o recurso terapêutico para o resfriado. “Além de aumentar a ingestão de líquidos, o tratamento terapêutico é apenas sintomático, feito com analgésicos e antitérmicos, uma vez que não existe nenhum remédio específico para a cura”, comenta.

Roberta faz um alerta: “o quadro isolado de febre e dores musculares presentes na gripe pode ser confundido com dengue e febre amarela. Quando associado esses sintomas com tosse e secreção, pode ser facilmente confundido com pneumonia. Portanto, é muito importante o acompanhamento médico para o diagnóstico e tratamento corretos”.

Além disso, a vacinação serve apenas para prevenção da gripe. Não existe vacina contra resfriado.

Assegurar a saúde da mãe e acompanhar a gravidez deve ser prioridade e, para isso, é importante que se realize o pré-natal.

Veja como ter um pré-natal seguro e uma gravidez tranquila

Assegurar a saúde da mãe e acompanhar a gravidez deve ser prioridade. Para isso, é importante que se realize o pré-natal. A descoberta da gravidez sempre é um momento repleto de emoção para os pais de primeira viagem. Por outro lado, é bastante comum a sensação de confusão e ansiedade por causa da grande quantidade de informações novas que a notícia traz.

De acordo com o coordenador científico da Maternidade do Complexo Hospitalar de Niterói, Antônio Braga, realizar o pré-natal de forma atenta e comprometida aumenta as chances de uma gravidez sem riscos. Além de tirar dúvidas pertinentes e detectar possíveis anomalias e doenças no feto de forma precoce – antes mesmo do nascimento.

“Nos exames feitos durante o pré-natal, o obstetra também poderá avaliar de perto a saúde da mãe em casos de diabetes gestacional. Além de outras doenças que podem surgir durante a gestação, como a pré-eclâmpsia, também conhecida como hipertensão na gravidez. Tratá-las de forma certa impede que elas interfiram na própria gravidez e na saúde do bebê”, reitera o médico.

Até o final do segundo trimestre da gestação, por volta da 27ª semana, as consultas do pré-natal devem ser mensais. Enquanto no sexto e oitavo mês, passam a ser quinzenais. Durante o último mês de gravidez, a mãe deve se consultar com o obstetra uma vez por semana.

Além de acompanhar o feto, o médico especialista também orientará a mãe sobre os cuidados necessários. Como manter uma alimentação saudável, praticar exercícios físicos regularmente e interromper certos hábitos, por exemplo, pintar os cabelos, fumar ou ingerir bebidas alcoólicas.

Principais exames para as gestantes no pré-natal

Dentre os exames mais importantes realizados no pré-natal estão os de sangue para checar tipagem sanguínea. E consequentemente o fator Rh, anemia, taxa de glicose, presença de vírus HIV, etc.

O exame de urina e fezes serve para detectar infecções que possam ameaçar a saúde da mãe ou do bebê. As ultrassonografias, que devem ser feitas ao menos uma vez em cada trimestre para avaliar a idade da gravidez. Além de ver se o bebê está se desenvolvendo de forma adequada, o risco de malformações e se há a possibilidade de parto prematuro e pré-eclâmpsia.

Caso os exames mostrem índices fora do padrão ou a mãe esteja numa gestação de risco, o obstetra que a acompanha poderá repetir alguns exames ou solicitar outros mais específicos para que se tenha uma visão melhor do quadro do paciente, recomenda o especialista.

 

A saúde bucal infantil é tão importante quanto a saúde bucal dos adultos. O dia a dia acelerado das grandes cidades contribui para que os pais cuidem muito pouco de sua saúde bucal e ainda menos da de suas crianças.

Saúde bucal infantil precisa de uma atenção especial

A saúde bucal infantil é tão importante quanto a saúde bucal dos adultos. De acordo com a especialista em Odontopediatria, Helenice Biancalana, “se dedicando à escovação e ao uso do fio dental pelo menos dez minutos por dia, inúmeros problemas poderiam ser evitados”.

Além disso, a especialista aponta cinco fatos relevantes sobre a saúde bucal infantil. Confira:

Dente de leite tem cárie e precisa de tratamento

Uma em cada três crianças entre um ano e meio e três anos tem pelo menos um dente de leite cariado. Isso se deve porque na dentição permanente, duas a cada três crianças com doze anos têm pelo menos um dente cariado. Esses dados são da Pesquisa Nacional em Saúde Bucal, de 2010. “Dente de leite tem cárie e precisa de tratamento. É importante saber que, com duas escovações por dia, utilizando creme dental com flúor, esses dados alarmantes podem ser drasticamente reduzidos”, explica Helenice.

Bebidas consideradas “saudáveis” têm mais açúcar do que se pode imaginar

Segundo a especialista, tanto os sucos em caixinha quanto as bebidas esportivas (isotônicos) são associados à imagem de quem cuida da saúde. Entretanto, estudos indicam que os níveis de acidez dessas bebidas podem levar à erosão da superfície dental. “Essas bebidas prejudicam o esmalte e a aparência dos dentes e aumentam a sensibilidade e a dor. A dica é aumentar a oferta de água e de leite às crianças”, explica.

Criança que respira só pela boca precisa de tratamento

Helenice dá a dica de que quando a criança tem alguma dificuldade em permanecer com os lábios fechados, ou quando só dorme de boca aberta, certamente deve-se buscar ajuda especializada.

“Esses padrões mostram o quanto crises respiratórias podem estar interferindo em outras áreas. A respiração bucal tende a comprometer o desenvolvimento de importantes estruturas ósseas da face e das arcadas dentárias. O rosto pode crescer fino e alongado.”, explica.

Ainda de acordo com a especialista, “o ideal é que a criança seja tratada por um otorrinolaringologista com o acompanhamento de um ortodontista. Se necessário, fazer uso de aparelhos para normalizar o crescimento facial e promover respiração adequada”.

Aparelho ortodôntico não é ‘moda’, é necessidade para alguns

Segundo Helenice, em anos recentes, a moda de usar aparelhos ortodônticos coloridos virou febre entre crianças e adolescentes. “É importante alertar os pais sobre o risco que isso representa à saúde bucal infantil. Pior ainda, acabam comprando ‘ferrinhos’ e ‘elásticos’ sem origem comprovada e certificação de qualidade. Isso pode causar desde intoxicações e alergias severas, até alterações irreparáveis na gengiva e nos dentes. Além de perda óssea e perda de dentes”, explica.

A endometriose é uma doença caracterizada pelo crescimento do tecido fora do útero. Essa condição médica pode causar fortes dores abaixo do abdome durante a menstruação e comprometer o dia a dia de muitas mulheres.

Endometriose: saiba tudo sobre a doença que atinge as mulheres

A endometriose é uma doença caracterizada pelo crescimento do tecido fora do útero. Essa condição médica pode causar fortes dores abaixo do abdome durante a menstruação. Possivelmente pode se transformar em uma dor crônica e comprometer o dia a dia de muitas mulheres.

Segundo estudos, a endometriose atinge de 5% a 15% das mulheres no período reprodutivo e até 3% a 5% na fase pós-menopausa. Em países industrializados, é uma das principais causas de hospitalização ginecológica. Apesar disto, grande parte destas mulheres não tem o diagnóstico da doença, que pode demorar até dez anos após o início dos sintomas.

Segundo o diretor-médico da Clínica Mãe de Reprodução Humana, Alfonso Massaguer, “a doença é uma das principais causas de infertilidade feminina. Aliás, muitas só descobrem que possuem endometriose ao tentar a gravidez sem sucesso. Isto acontece porque a doença compromete as trompas, órgão responsável pela condução do óvulo ao útero. Além de estar relacionada a alterações funcionais e da qualidade dos óvulos liberados pela reação inflamatória local o que dificulta a gestação”, explica.

Relações sexuais x Endometriose

Dores durante as relações sexuais também podem estar presentes e costumam ser um sinal de aviso para essa e outras condições clínicas. Alfonso Massaguer, explica que “os sintomas mais comuns são dor na região pélvica e dor intensa durante as relações sexuais. Normalmente, as dores na região pélvica acontecem durante o período menstrual. A maior diferença entre essa dor e a cólica menstrual é a sua intensidade, que tende a ser mais alta que o normal”.

De acordo com o especialista, essa dor pode ser progressiva, Em alguns casos vem acompanhada de dor nas costas, em especial na região lombar. Urgência ao urinar e esvaziamento doloroso da bexiga também podem acompanhar o quadro da endometriose.

Em alguns casos clínicos a dor é progressiva. Também existem casos em que a mulher não sente dor alguma. Ou seja, demanda atenção da mulher para visitas regulares ao seu ginecologista.

Os fatores de risco para o desenvolvimento de endometriose são muitos. Além da herança genética, os baixos níveis de progesterona contribuem para um desequilíbrio hormonal. “Para quem tem um parente de primeiro grau afetado, as chances são até seis vezes maior”, acrescenta Massaguer.

Tratamentos

Os tratamentos para endometriose podem ser realizados com medicações e, se necessário, cirurgia. Podem ser utilizados diferentes tipos de hormônios, que visam o bloqueio do estímulo hormonal existente sobre as lesões endometrióticas. Isso não é indicado para mulheres que desejam engravidar, pois também têm ação anticoncepcional.

Segundo o ginecologista e obstetra, Vamberto Maia Filho, “os efeitos do tratamento são variáveis e costumam permanecer apenas durante o tempo de uso dos mesmos. Atualmente, os resultados mais duradouros e eficazes costumam ainda advir do tratamento cirúrgico”.

Cada caso deve ser avaliado individualmente para que um bom plano de tratamento seja indicado. Na maioria das vezes, o tratamento clínico é indicado antes de uma medida invasiva.

Mesmo com a possibilidade de tratamento, o especialista ressalta que não são todas as mulheres que sofrem de endometriose que conseguirão ter sua fertilidade de volta. Por isso a avaliação do quadro clínico individual se faz mais uma vez necessária.