Dentro do universo feminino há uma doença crônica que incomoda muitas mulheres: enxaqueca. Segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia, para cada homem há três mulheres convivendo com a doença.

Entenda porque as mulheres são alvo fácil para a enxaqueca

Dentro do universo feminino há uma doença crônica que incomoda muitas mulheres: enxaqueca. Segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia, para cada homem há três mulheres convivendo com a doença. Um número importante, cujas consequências atingem não apenas a saúde, mas também suas atividades sociais, familiares e profissionais.

Segundo a neurologista Elza Magalhães, o principal fator para o maior índice de enxaqueca nas mulheres é o hormonal. “Ao longo da vida as mulheres passam por mudanças significativas que fazem seus hormônios oscilarem, como menstruação, gravidez e menopausa, e que embora possam acontecer de forma diferente em cada mulher, em geral essas transformações interferem no limiar de dor e facilitam as crises de dor de cabeça”, explica a neurologista.

O hormônio responsável por estas interferências é o estrogênio, que está ligado à estimulação do sistema nervoso central. E é justamente na menstruação que ele se intensifica.

Ainda de acordo com Elza, as crises de enxaqueca podem diminuir ou cessar durante a gravidez, uma vez que a produção de estrógeno cai para a predominância da progesterona – hormônio que atua como calmante dos estímulos cerebrais.

O processo hormonal durante a menopausa é semelhante ao da gravidez, em que o organismo passa a produzir menos estrogênio, reduzindo as crises.  Mas se a mulher faz tratamento de reposição hormonal, suas crises podem perpetuar.

Hábitos diários para prevenção ou tratamento da enxaqueca:

  • Priorizar o sono com qualidade e obedecer a uma rotina de tempo, com hora para início e término;
  • Praticar exercício físico de forma regular;
  • Praticar atividades de lazer que proporcionem relaxamento;
  • Alimentar-se de forma equilibrada;
  • Beber bastante água;

Dentre as linhas de tratamentos aliadas à medicação prescritas pelo médico e reconhecidas cientificamente já há alguns anos, encontra-se a toxina botulínica A, que atua no bloqueio de neurotransmissores ligados ao mecanismo de dor.

Ir ao mercado é uma tarefa que exige tempo e atenção. Uma das difíceis missões é manter uma alimentação balanceada com tantas opções ao redor.

Veja dicas de como manter uma alimentação balanceada

Ir ao mercado é uma tarefa que exige tempo e atenção. Uma das difíceis missões é manter uma alimentação balanceada com tantas opções ao redor. Na seção das frutas e verduras, por exemplo, achar um produto de qualidade e benefícios é difícil. Algumas vezes só percebemos que o alimento está estragado ao chegar em casa.

Uma alimentação balanceada, com a presença de carboidratos, proteínas, lipídios, sais minerais (zinco, cobre, potássio, magnésio) e vitaminas, é indispensável para alcançar saúde e qualidade de vida. O ideal é selecionar alimentos em bom estado e com alto valor nutricional.

De acordo com o especialista Daniel Magnoni, um dos pontos mais importantes na escolha saudável, é a observação da segurança alimentar, higiene da embalagem e na conservação. O médico diz que “o solo onde foram plantados os produtos deveriam ter sido fertilizados, no sentido de fornecer os nutrientes necessários à composição mineral da planta”.

Muitos fatores influenciam nos produtos para ter uma alimentação balanceada. A cor e o odor também são importantes, tanto como sinal da qualidade, quanto como estímulo à escolha do consumidor. Um alimento passado ou estragado deve ser evitado. A presença de bactérias, fungos e vírus podem acarretar uma infecção ou intoxicação alimentar.

Ambiente de conservação limpo

Segundo Magnoni, um dos grandes fatores para a perda de vitaminas e nutrientes é a condição do meio. “A temperatura ambiente favorece a multiplicação desses microrganismos. Portanto, um clima ameno reduz a proliferação dos organismos que deterioram os alimentos e os mantêm nutritivos”, completa.

Com tantas opções no mercado, a observação é ferramenta fundamental para boas escolhas numa alimentação balanceada. Uma verdura adequada para consumo deve apresentar intensa coloração verde, sem manchas ou furos, ausente da presença de insetos ou odor de decomposição.

Outras questões dignas de atenção são frutas e legumes descascados, pois são mais suscetíveis de contaminação, além da verificação do estado daqueles alimentos que são comercializados em caixas, como morangos e uvas. Saber compreender o rótulo das embalagens também ajuda a encontrar a melhor alternativa.

Para quem deseja melhorar sua saúde e bem-estar, a dica é adotar bons hábitos e um novo estilo de vida. Conheça os benefícios ao corpo e à mente.

Entenda os mitos e verdades sobre mudanças no estilo de vida

Para quem deseja melhorar sua saúde e bem-estar, a dica é adotar bons hábitos e um novo estilo de vida. Uma alimentação saudável aliada à prática de atividade física proporciona inúmeros benefícios ao corpo e à mente. Essa combinação reduz a incidência e o risco de doenças metabólicas como obesidade, hipertensão e diabetes tipo 2, além de depressão, stress, câncer, entre outros.

Entretanto, de acordo com o médico e nutrólogo Lucas Penchel, muitas pessoas que optam por um novo estilo de vida, precisam fazer dieta, praticar exercícios ou parar de fumar e não conseguem. “Mudanças drásticas costumam provocar efeito rebote, fazendo com que o paciente retorne aos velhos hábitos nocivos. Todavia, pequenas trocas inteligentes podem proporcionar muitos ganhos para a saúde, além de funcionar como um gatilho para a adoção de novos costumes saudáveis”, afirma.

O médico alerta para alguns mitos sobre substituições que prometem ser saudáveis, mas não são. “Algumas mudanças no estilo de vida podem ser tão maléficas quanto o fator de risco original que foi substituído. É preciso se informar e, principalmente, buscar uma avaliação profissional. Somente um médico poderá indicar o que é melhor para cada caso”.

Veja abaixo alguns exemplos sobre as mudanças no estilo de vida:

Dietas pobres em gordura ou carboidratos são adequadas para perda de peso?

Mito. Há algum tempo as pessoas utilizam dietas pobres em carboidrato, proteína ou gordura para a perda de peso. Atualmente, a dieta pobre em carboidratos e rica em proteínas tem sido amplamente adotada.

Apesar de ser benéfica para a perda de peso, essa dieta também foi associada ao aumento do LDL (colesterol). Além disso, há gorduras boas que, se consumidas com moderação, fazem bem à saúde.

O adoçante artificial é melhor que o açúcar para a perda de peso?

Verdade. De acordo com Penchel, estudos indicam que o consumo de açúcar não deve ultrapassar 10% das calorias diárias. O adoçante artificial vem como uma opção para substituir o açúcar. Se utilizado moderadamente, ele pode até suprir o desejo que a pessoa tem por comer doce.

Exercícios de alta intensidade são mais efetivos que os de baixa intensidade?

Verdade. Para se ter uma vida saudável, o US Department of Health and Human Services recomenda uma média de 150 minutos de atividades físicas de intensidade moderada ou 75 minutos de exercícios de alta intensidade. O exercício deve variar de acordo com o objetivo da pessoa. Se ele for melhorar o condicionamento físico e o risco de doenças cardiometabólicas, a atividade moderada é suficiente. Somente se for aliada à uma dieta, ela proporciona perda de peso.

 

 

A audição infantil merece atenção redobrada. Preste atenção se o seu bebê parece não se incomodar com barulhos estranhos ou se ele tem mais de três anos e ainda demonstra dificuldade de formar palavras e se comunicar.

Audição infantil: como identificar a perda auditiva nas crianças?

A audição infantil merece atenção redobrada. Preste atenção se o seu bebê parece não se incomodar com barulhos estranhos. Ou se ele tem mais de três anos e ainda demonstra dificuldade de formar palavras e se comunicar. Estes são alguns dos indícios de problemas de audição infantil que podem passar despercebidos aos pais.

A fonoaudióloga Marcella Vidal faz um alerta: “podemos começar a suspeitar de dificuldades de audição quando, desde pequenas, as crianças não se assustam nem reagem a sons altos demais”. O ideal é fazer o teste da orelha assim que a criança nasce ou o mais cedo possível. “Durante o teste, se for detectado algum problema, a criança será encaminhada para exames mais completos”, explica a especialista.

É muito importante o diagnóstico de perda auditiva logo nos primeiros meses de vida. Pois tratar o problema desde cedo é o segredo para a criança ter um desenvolvimento normal. “Os pais devem ficar atentos e procurar um médico otorrinolaringologista se acharem que o bebê está demorando demais para emitir os primeiros sons”, aconselha a fonoaudióloga. Se isso não acontecer, mais tarde, no período escolar, essa deficiência poderá trazer dificuldades na aprendizagem e no convívio em sala de aula.

De acordo com Marcella, “quando a criança é maior, fica mais fácil perceber a dificuldade de ouvir. Mas aí os problemas decorrentes da deficiência já podem aparecer. Quem assiste à televisão com volume muito alto; não dá atenção ao que os pais falam e é muito disperso nas aulas pode, sim, ter algum problema auditivo”.

A audição infantil tem papel vital no desenvolvimento da linguagem e da fala. A perda auditiva, se não for tratada, pode acarretar uma série de limitações: timidez, retraimento, problemas de aprendizado e de relacionamento.

De acordo com a Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (Abrasso), cerca de 10 milhões de brasileiros sofrem com a osteoporose.

Osteoporose atinge cerca de 10 milhões de brasileiros

De acordo com a Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (Abrasso), cerca de 10 milhões de brasileiros sofrem com a osteoporose. O ortopedista Marcello Zaboroski explica que “a principal causa é a alteração hormonal, principalmente a que ocorre na menopausa. Por isso a incidência em mulheres é maior. Também pode ser consequência de diminuição de massa muscular, deficiência de vitamina D e queda na absorção do cálcio”.

A boa notícia é que a osteoporose, que costuma ter maior incidência em idosos, tem cura. O tratamento consiste em ingerir medicação, realizar exercícios físicos e exposição ao Sol. “A medicação é individualizada conforme a necessidade do paciente, como reposição de cálcio, vitamina D ou para melhorar a absorção e fixação do cálcio no osso. Os exercícios físicos são fundamentais para ativação dos osteócitos (células que produzem ossos) e manutenção do tônus muscular. Ainda, os raios ultravioletas são importantes para sintetizar a vitamina D, que também estimula a geração do tecido ósseo”, esclarece Zaboroski.

Segundo o especialista, a osteoporose é uma doença silenciosa e que demora para se manifestar, sendo normalmente percebida após fraturas nas vértebras e fêmur. O ortopedista alerta também que a fragilidade nos ossos pode atingir os mais jovens caso sejam realizadas cirurgias ginecológicas que levam à diminuição do hormônio estrógeno, pacientes que tenham síndromes de má absorção de cálcio, entre outros distúrbios. “Para diagnosticar com precisão, é necessário o exame de densitometria óssea, que analisa o esqueleto como um todo, e a dosagem de cálcio e vitamina D”, explica.

Além disso, o exercício físico é um ótimo aliado ao combate à osteoporose. “Há aumento de massa muscular e melhora da velocidade de resposta motora neuromuscular, diminuindo as quedas e o risco de fraturas. A atividade física estimula os osteócitos a promoverem a formação de ossos novos”, finaliza Zaboroski.

Últimos molares a nascer, os dentes sisos são temidos por muita gente. Em grande parte das vezes, ele chega acompanhado de muita dor ou incômodo.

Mitos e verdades sobre os dentes sisos

Últimos molares a nascer, os dentes sisos são temidos por muita gente, pois, em grande parte das vezes, ele chega acompanhado de muita dor e/ou incômodo. Isso ocorre porque, em alguns casos, não há espaço suficiente para eles na boca.

O especialista em implantodontia e odontologia estética, Paulo Coelho Andrade, explica que “geralmente, os sisos começam a apontar entre os 16 e os 25 anos. Por possuírem estrutura e posicionamento variados, as ocorrências se diferem, fazendo com que eles apareçam seguidos de dor ou não.  Devido à fama de serem problemáticos, os dentes sisos possuem estigmas e são motivo de apreensão”. Abaixo, o especialista esclarece as principais dúvidas acerca do tema:

Todo mundo possui os quatro sisos?

Mito. Na maior parte das vezes, as pessoas apresentam os quatro sisos, dois superiores e dois inferiores. Entretanto, há casos em que o paciente pode apresentar a ausência de algum deles ou até mesmo de todos. Em outros, ele pode até estar ali, porém pode não acontecer a erupção.

É preciso extrair os dentes sisos em todos os casos?

Mito. A extração só é necessária caso o nascimento do terceiro molar atrapalhe o alinhamento da arcada dentária ou cause alguma inflamação ou dor.

Os sisos podem interferir no alinhamento da arcada dentária?

Sim. Por nascer tardiamente, pode ser que o paciente não possua espaço suficiente na boca para acomodá-los. Ao apontar, eles podem empurrar os dentes já existentes e, consequentemente, entortá-los. Mas vale lembrar que cada caso é um caso, ou seja, se a pessoa possui espaço, não será necessária a extração.

É possível retirar os quatro sisos de uma vez?

Sim. Inclusive, pode ser mais interessante remover todos de uma vez, pois como o pós-operatório requer alguns cuidados – repouso, medicação e alimentação à base de comidas líquidas e pastosas – este momento delicado será vivenciado apenas uma vez.

Os dentes sisos precisam ser retirados na adolescência?

Depende. Caso seja indicada a extração dos sisos, o ideal é extraí-los na adolescência, pois as raízes ainda não estão formadas e o tecido ao redor do dente está mais maleável.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a infertilidade é caracterizada pela ausência de concepção após doze meses de relações sexuais sem a utilização de contraceptivos.

Conheça as principais causas da Infertilidade

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a infertilidade é caracterizada pela ausência de concepção após doze meses de relações sexuais sem a utilização de contraceptivos. Existem diversos fatores físicos e hábitos que podem ocasionar este obstáculo. Confira os principais motivos que levam a esse problema:

Endometriose

A doença afeta cerca de seis milhões de brasileiras. Estima-se que 10% da população feminina apresentam essa doença. Além disso, quando são estudadas populações específicas de mulheres com dor pélvica ou infertilidade, a prevalência pode atingir até 47% dos casos.

Segundo a ginecologista e obstetra Flávia Fairbanks, “é uma doença com impacto negativo em diversos aspectos da vida da mulher, inclusive na função sexual. Os principais sintomas da endometriose são representados por dor e infertilidade”, explica.

Sobrepeso ou peso abaixo do considerado normal

As duas situações podem ser prejudiciais para a gravidez. Pois os dois cenários levam a alterações na regulação do ciclo menstrual e diminuem a probabilidade da ovulação. “A mulher precisa procurar manter uma alimentação balanceada, rica em nutrientes e proteínas, além da prática de atividades físicas, para evitar o sedentarismo.”, aconselha a especialista.

Obstrução tubária

Fatores uterinos como pólipos ou aderências: fatores menstruais, como menstruação ou ovulação irregulares, endometriose e fatores infecciosos, como bactérias no trato reprodutivo ou obstrução tubária, são as principais causas para infertilidade. “É possível corrigir essas condições por meio de reguladores hormonais, antibióticos ou até intervenções cirúrgicas que fortalecem a fertilidade da mulher, viabilizando a gravidez.”, explica Fairbanks.

Nervosismo/Stress

O nervosismo leva alterações perceptíveis no clico menstrual da mulher. É comum ouvir uma mulher se queixando que por ter ficado ansiosa a menstruação chegou antes ou depois da hora. Segundo a especialista isso acontece, pois, o hipotálamo reage às respostas do stress, o que pode levar até à supressão do ciclo menstrual.

Já os fatores masculinos que dificultam a gravidez vêm da deficiência na produção do espermatozoide ou então problemas no transporte dos espermatozoides que encontram algum tipo de obstrução durante o trajeto. O diagnóstico é feito através do exame de espermograma, solicitado por médicos especializados em reprodução humana.

Normalmente, a baixa produção de espermatozoides é causada pela presença de varizes nos testículos, também conhecida como varicocele. Neste caso a intervenção cirúrgica feita por um urologista é indicada. Mas problemas genéticos também não estão descartados. Em alguns casos, hormônios específicos podem auxiliar no aumento da produção de espermatozoides. Porém, essa melhora demora pelo menos de três a seis meses para ocorrer.”, detalha a médica.

 

De acordo com a Federação Mundial de Obesidade, em menos de uma década o Brasil deve registrar mais de 11,3 milhões de crianças obesas.

Obesidade infantil quadriplica risco para diabetes tipo 2

A obesidade infantil é um tema de alerta atualmente. De acordo com a Federação Mundial de Obesidade, em menos de uma década o Brasil deve registrar mais de 11,3 milhões de crianças obesas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que em 2021, caso não haja mudanças significativas de hábitos e o sobrepeso continue avançando, haverá mais crianças e adolescentes obesos do que com baixo peso. Essa população expõe-se, assim, ao alto risco de desenvolver doenças crônicas como diabetes tipo 2, dislipidemias e hipertensão arterial.

Tarcila Ferraz, do departamento de Nutrição da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), conta que, em 2015, uma em cada três crianças que saíram da escola primária se encaixaram no quadro de obesidade infantil. “Por mais que o fator genético influencie, é o ambiente ao qual o jovem está inserido que exerce maior impacto. Desta forma, é fundamental cuidar da dieta desde cedo”, atesta.

E essa condição tem uma relação direta com maior risco de doenças crônicas. “Estudos revelam que crianças obesas têm quatro vezes mais chances de ter diabetes tipo 2 aos 25 anos”, diz Ferraz.

A prevenção da obesidade infantil, como a nutricionista já citou, passa pelo cuidado com alimentação. Por isso, a orientação aos pais deve ser para que conheçam e aceitem a saciedade da criança. O consumo de frutas, verduras e legumes deve ser estimulado, sempre se atentando ao tipo de gordura consumida. Além disso, é importante não pular refeições e nem substituí-las por lanches.

Atenção na hora do recreio

Na hora de preparar a lancheira, prefira lanches caseiros com proteínas magras associando com verduras e legumes. Na cantina, o Ministério da Saúde recomenda que estejam de fora dos cardápios alguns itens como doces, salgadinhos, refrigerantes e alimentos cujo percentual de calorias provenientes de gordura saturada ultrapasse 10% das calorias totais.

Já entre os produtos indicados pelo MS às cantinas, estão pelo menos uma opção de fruta da estação, suco natural, bebidas lácteas e salgados assados. Para bebidas que precisam de adição de açúcar, a sugestão é de que sejam oferecidas ao consumo conforme a preferência do consumidor pela adição ou não do ingrediente.

A prevenção da obesidade infantil e a manutenção de uma dieta balanceada são capazes de evitar o diabetes. “Uma alimentação saudável associada com hábitos saudáveis, como a prática regular de atividade física, pode reduzir a ocorrência de obesidade e diabetes tipo 2 na população”, reforça Tarcila.

Impacto familiar

Desmame precoce e a consequente alimentação por mamadeira com opções enriquecidas com açúcar é um fator que pode favorecer o ganho de peso. Consumo abusivo de carboidratos e alimentos ultra processados também podem contribuir para o sobrepeso.

“Além disso, fatores psicossociais também podem influenciar, como encontrar no alimento uma compensação para problemas emocionais. Conflito entre os pais e problemas escolares podem causar distúrbios psicológicos reacionais. Comida não é recompensa”, conclui.

Praticar atividades físicas garante benefícios à saúde. E na gravidez os benefícios vêm em dose dupla.

Veja dicas de atividades físicas durante a gravidez

Praticar atividades físicas garante benefícios à saúde. E na gravidez os benefícios vêm em dose dupla. A explicação é que, quanto melhor sua condição física, mais tranquilos serão a gestação e o parto. E, de quebra, retorna à forma física mais rápido.

Um relatório feito pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) deu aval para que as atletas pudessem continuar a treinar durante a gravidez. De acordo com o documento, há menos riscos do que se pensava para as gestantes que participam de competições esportivas. Estudos mostram que a prática esportiva durante este período é capaz de aliviar as dores nas costas, prevenir e controlar o diabetes, melhorar a circulação, amenizar o inchaço, além de diminuir as chances de sofrer depressão pós-parto.

Pesquisadores da Universidade Politécnica de Madri, na Espanha, e da Universidade de Ontário Ocidental, no Canadá, concluíram que as atividades físicas de intensidade moderada durante a gravidez ajudam a evitar a hipertensão gestacional. E neste cenário o bebê também sai ganhando, pois as chances de ele nascer com excesso de peso diminuem consideravelmente.

No entanto, antes de praticar atividades físicas, é essencial buscar orientação médica e fazer um check-up completo. O fisiologista do esporte Diego Leite de Barros diz que “é importante ter certeza de que a saúde está em dia para não colocar em risco a segurança da mulher e do bebê. E isso vale também para quem já pratica algum tipo de esporte, seja regular, moderado ou intenso. Já para aquelas gestantes que nunca se exercitaram, o ideal é começar com modalidades de pouco ou nenhum impacto, como a caminhada, por exemplo”, explica.

Exercícios sem riscos

Para as futuras mamães que não abrem mão das atividade físicas, o fisiologista alerta: “Deve-se, sempre, ter bom senso, respeitar os limites do corpo e, sob a orientação de um médico, reconhecer o momento em que se deve substituir o tipo de exercício ou parar”, aconselha Barros. Veja abaixo os exercícios sem risco que as gestantes podem fazer:

Caminhada: auxilia a fortalecer os músculos das pernas e do abdômen, além de dar disposição.

Yoga: ideal para conhecer melhor o próprio corpo e para a interação com o bebê. Os exercícios de yoga trabalham a postura, a respiração, alivia e previne as dores lombares. A prática ainda ajuda a melhorar o sistema circulatório, amenizando o inchaço, a dormência e evita a formação de varizes.

Hidroginástica: ajuda a fortalecer os músculos e a melhorar a postura. A atividade contribui também para o aumento do gasto energético, importante no controle do peso corporal.

Pilates: além de melhorar a postura, ajuda a aliviar as dores e os inchaços nas pernas. Evita a incontinência urinária, auxilia a contração abdominal.

Dança: além de fortalecer os músculos do corpo, melhora o fôlego e trabalha a consciência corporal.

Musculação: os exercícios musculares ajudam a placenta a se desenvolver melhor. Exercícios com peso, desde que feitos moderadamente, aumentam a resistência dos vasos sanguíneos, protegendo a futura mamãe durante e após a gestação.

Treinamento funciona: desde que sejam feitos exercícios adaptados e sob a orientação de um profissional, a prática está liberada.

Corrida: se o médico der o aval, pode ir em frente. No entanto, à medida que a gestação avança, é importante controlar e diminuir o volume e a intensidade dos treinos para não sobrecarregar nas articulações.

A exposição excessiva aos raios solares no verão pode trazer malefícios à saúde, como envelhecimento precoce e até câncer de pele.

Veja os cuidados com a pele que devem ser tomados durante o verão

A exposição excessiva aos raios solares no verão pode trazer malefícios à saúde, como envelhecimento precoce e até câncer de pele. Somente com uma proteção adequada se consegue um bronzeado saudável e duradouro. Durante o verão, os efeitos nocivos do sol afetam principalmente a pele da face, pescoço, colo e braços.

Os raios ultravioletas (UVA e UVB) também são prejudiciais. Para se proteger destes raios, que trazem malefícios pra pele, é recomendável tomar os seguintes cuidados:

– Aplicar filtro solar com fator de proteção solar (FPS) acima de 15. Espalhar em camadas fartas pelas áreas mais afetadas, reaplicando a cada três horas;

– Usar barreiras físicas como, chapéu, bonés e camisas de tecido escuro, para evitar a radiação solar;

– Ficar em ambientes frescos e com roupas leves;

– Evitar o excesso de exposição ao sol das 10h às 16h.

Existem filtros modernos com grande aderência na pele e que saem pouco dentro da água. Por isso, crianças devem sempre usá-los, principalmente quando for à praia ou estiver na piscina. As pessoas que tem a pele muito oleosa ou com espinhas, devem usar filtros ou hidratantes leves em gel ou sem óleo, para evitar o agravamento da acne. Já os pacientes que possuem manchas escuras (melasma ou cloasma) devem ter cuidado redobrado com o sol e usarem filtros com FPS de 45 a 60.

Segundo o dermatologista do Hospital Geral Bonsucesso, Benjamin Baptista de Almeida, “a exposição ao sol fora do horário crítico, o uso de roupas claras e ventiladas, o uso de filtro solar de boa qualidade, além de boa alimentação e hidratação, constituem fatores básicos e indispensáveis para manter a saúde da pele durante o verão”.

Umidade também é um fator prejudicial

As doenças de pele também são muito frequentes no verão. O excesso de umidade nos espaços entre os dedos dos pés ou nas axilas pode causar coceiras e rachaduras (as chamadas frieiras). Outra doença comum nessa época do ano é a micose, causada por fungos que habitam a água das piscinas e a areia das praias.

Para prevenir o contágio, é preciso tomar alguns cuidados:

– Procure sempre andar de chinelo e se deitar sobre cangas ou toalhas quando estiver na praia

– Não deixe de secar muito bem todo corpo, principalmente as juntas e entre os dedos dos pés

– Depois da praia, tome um banho frio ou morno com sabonete neutro

– Não se esqueça do creme hidratante para refrescar a pele e evitar que ela descasque